Presidenciais no Brasil chegam à reta final com diferenças entre institutos e disputa apertada pelo Planalto

Levantamentos divulgados nos últimos dias colocam Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro nas duas primeiras posições, mas diferenças metodológicas produzem resultados distintos na primeira e, sobretudo, nas simulações de segunda volta

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Brasília. Foto: Agência Incomparáveis
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A corrida para a Presidência da República do Brasil entrou na última semana antes da primeira volta, marcado para 4 de outubro, com as principais sondagens nacionais a concentrarem a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os levantamentos divulgados nos últimos dias apresentam diferenças nos números, mas colocam os dois candidatos nas primeiras posições, enquanto Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) aparecem num patamar inferior.

A sondagem AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 29 de setembro, uma das mais recentes de âmbito nacional, registou Lula com 45,3% das intenções de voto na primeira volta e Flávio Bolsonaro com 42,2%. Renan Santos apareceu com 5,2%, enquanto os restantes candidatos ficaram abaixo dos 2%. O instituto ouviu 5.005 eleitores entre 23 e 28 de setembro, através de recrutamento digital aleatório, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

No Datafolha, divulgado em 28 de setembro, Lula registou 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury apareceu com 5%, Ronaldo Caiado com 4% e Renan Santos com 3%. Romeu Zema e Samara Martins (UP) registaram 1% cada. Brancos e nulos representaram 5%, enquanto 2% dos entrevistados se declararam indecisos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que coloca a diferença entre os dois primeiros candidatos no limite desse intervalo.

A Quaest, em levantamento divulgado também em 28 de setembro, apresentou Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 34% no primeiro turno. Foram entrevistados presencialmente 2.004 eleitores entre 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Na simulação de segunda volta, Lula e Flávio apareceram com 42% cada.

A pesquisa BTG/Nexus, realizada por telefone com 2.000 eleitores entre 25 e 27 de setembro, colocou Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 37% no principal cenário estimulado de primeiro turno. Na simulação de segunda volta, o levantamento registou 46% para Lula e 44% para Flávio, diferença situada dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Outros institutos apresentam diferenças relevantes. O PoderData/Aya, com entrevistas realizadas entre 20 e 23 de setembro, registou, em votos totais, Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 39%. Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, os números foram de 43% para Lula e 42% para Flávio. No cenário de segunda volta, Flávio registou 46% e Lula 45%, diferença dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. Foram realizadas 3.000 entrevistas em 723 municípios das 27 unidades da Federação.

A Real Time Big Data, em levantamento nacional divulgado em 24 de setembro, registou 41% para Lula e 37% para Flávio Bolsonaro na primeira volta, com margem de erro de dois pontos percentuais. Na segunda volta, os números inverteram-se numericamente, com 45% para Flávio e 44% para Lula, permanecendo dentro da margem de erro. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 19 e 23 de setembro.

Entre os levantamentos mais recentes, a pesquisa Gerp divulgada em 29 de setembro apresentou um quadro diferente. Flávio Bolsonaro registou 42% e Lula 40% na primeira volta, situação de empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Na simulação de segunda volta, o Gerp apresentou 50% para Flávio e 43% para Lula. O instituto entrevistou 2.400 eleitores por telefone, em todo o território brasileiro, entre 24 e 28 de setembro.

O conjunto dos levantamentos mais recentes mostra Lula e Flávio Bolsonaro concentrando a maior parcela das intenções de voto, mas com variações na distância entre ambos conforme o instituto.

A disputa territorial também apresenta diferenças. Levantamentos estaduais divulgados na última semana indicaram Lula numericamente à frente em 11 estados e Flávio Bolsonaro em oito estados e no Distrito Federal, enquanto sete unidades da Federação apresentavam situações de empate técnico nos estudos considerados. Entre os principais colégios eleitorais, pesquisas Datafolha realizadas entre 22 e 24 de setembro colocaram Flávio à frente em São Paulo, Lula à frente em Pernambuco e os dois em empate técnico em Minas Gerais. ■

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