
Jornalistas indígenas lançaram, no dia 10 de agosto, na Câmara dos Deputados, o “Poranga Marandúa – Manual de Jornalismo Indígena”, a primeira publicação brasileira do gênero elaborada por profissionais indígenas para orientar a cobertura jornalística sobre os povos originários.
Produzido por integrantes de diferentes povos e biomas, o manual reúne recomendações para reportagens e entrevistas, uso de terminologias e contextualização histórica. A publicação também trata da cobertura de temas como território, cultura, educação, saúde, política, meio ambiente e mudanças climáticas.
O trabalho foi desenvolvido pela Articulação Brasileira de Jornalistas Indígenas (Abrinjor), que reúne cerca de 70 jornalistas e estudantes de mais de 40 povos, em colaboração com outras organizações.
Segundo Luan Tremembé, um dos coordenadores da Abrinjor, o manual pretende ampliar as referências utilizadas pela imprensa na cobertura dos povos indígenas.
“Para os povos indígenas, é um instrumento de fortalecimento da comunicação própria e do direito de contar nossas histórias a partir das nossas perspectivas”, afirmou.
A publicação também contou com a participação da Nia Tero, Fundação Ford, Proteja, Instituto Kaingáng e Imaginable Futures. Versões em inglês e espanhol, traduzidas com o apoio da Climate and Land Use Alliance, serão lançadas posteriormente.
O lançamento ocorreu das 10h às 12h, no Auditório Freitas Nobre, no Anexo IV da Câmara dos Deputados. O credenciamento da imprensa teve início às 9h30. O evento contou com o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). ■






