
O “Domínio do Açor Dão Vila Romana Branco 2024” foi classificado como o quarto melhor vinho de Portugal em 2026 pela equipa do crítico internacional “James Suckling”. A referência recebeu 94 pontos e entrou no “Top 100 Wines of Portugal 2026”, divulgado a 14 de outubro, numa seleção que reuniu vinhos de várias regiões portuguesas.
Produzido em Carregal do Sal, na região demarcada do Dão, o “Vila Romana Branco 2024” destacou-se entre os primeiros lugares de uma lista marcada pela presença de vinhos do Douro, Bairrada, Dão e Vinho Verde. Segundo a avaliação divulgada, o vinho apresenta notas de limão seco, flores e fruta, tendo sido valorizado pela “precisão e pelo equilíbrio”.
A classificação assume particular relevância por se tratar de uma referência posicionada como vinho de entrada do produtor. Apesar desse enquadramento, a equipa de “James Suckling” destacou o facto de o “Vila Romana” receber os mesmos cuidados na vinha e na adega que os vinhos de gama superior da casa, conjugando “qualidade, disponibilidade comercial e um posicionamento mais acessível dentro do portefólio”.
A produção tem origem em vinhas conduzidas em solos graníticos de Carregal do Sal. O projeto “Domínio do Açor” conta com Luís Lopes na enologia e tem vindo a ganhar reconhecimento em avaliações nacionais e internacionais, contribuindo para reforçar a visibilidade do Dão num momento em que a região volta a ocupar posições de destaque entre os vinhos portugueses.
No ranking de 2026, o primeiro lugar foi atribuído ao Niepoort Vintage Port 2024, seguindo-se o Palmirinha Loureiro Portugal 2024 e o Fonseca Vintage Port 2024. O “Vila Romana Branco 2024” surge imediatamente depois, na quarta posição, colocando um vinho branco do Dão entre as referências portuguesas com maior destaque na seleção deste ano.
O reconhecimento acrescenta projeção ao trabalho desenvolvido pelo “Domínio do Açor”, que junta portugueses e brasileiros, e chama também a atenção para Carregal do Sal enquanto território vitivinícola. Num setor em que a afirmação internacional depende cada vez mais da consistência das avaliações, da identidade regional e da capacidade de chegar a diferentes mercados, a presença no “Top 100 de James Suckling” reforça a posição do produtor e do Dão no panorama dos vinhos portugueses. ■






