2ª volta Presidenciais 2026: André Ventura foi o mais votado Fora da Europa

Com cinco Consulados ainda por apurar, André Ventura foi novamente o candidato presidencial mais votado nos países de Fora da Europa, com 54,43% (11.125 votos), ficando à frente de António José Seguro, com 45,57% (9.024 votos); Brasil, Venezuela e EUA registaram maior afluência às urnas

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Na América, votaram 13.195 eleitores; em África, 3.773; na Ásia e Oceânia, 3.181. Foto: divulgação
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Entre os dias 7 e 8 de fevereiro, 20.440 cidadãos portugueses recenseados no estrangeiro, neste caso em países de Fora da Europa, votaram presencialmente na 2ª volta das eleições presidenciais de Portugal, num total de 710.779 inscritos (2,88% de votantes), destacando-se algumas variações territoriais na afluência e nos resultados eleitorais.

A votação destes portugueses na 2ª volta representou um crescimento não apenas no número total de votantes (na 1ª volta votaram 18.292 cidadãos portugueses) como também na taxa de proporção de votantes face ao número de eleitores registados nos cadernos eleitorais (na 1ª volta foram 2,57% de votantes).

Além do voto presencial, alguns eleitores, em conformidade aos motivos previstos na lei, optaram por votar antecipadamente entre os dias 27 e 29 de janeiro nas embaixadas ou consulados, enquanto eleitores em mobilidade mas que estão recenseados em território nacional. 

Foi neste âmbito que Manuel Beninger, deputado municipal em Barcelos, denunciou ter recebido no Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro um boletim idêntico ao da primeira volta, com candidatos já eliminados, comprometendo o voto consciente. 

Segundo ele, esta questão revela falta de preparação das autoridades e reforça a necessidade de revisão do sistema de voto no estrangeiro. 

Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que a reutilização de boletins foi uma medida de contingência legal, aplicada apenas quando os novos não chegaram a tempo, sendo depois enviados milhões de boletins corretos para todos os consulados.

Outra regra fundamental observada na segunda volta das presidenciais de Portugal assentou nas regras de votação: embora todas as votações tenham ocorrido entre as 08h00 e as 19h00 locais na Europa, África, Ásia e Oceânia, no continente americano a votação abriu às 08h00 e encerrou entre as 12h00 e as 17h00 locais, dependendo dos locais de voto.

De acordo com os dados provisórios da Comissão Nacional de Eleições (CNE), visto que ainda falta apurar a votação em 5 Consulados (Pequim/China, México, Costa do Marfim, Quénia e Luanda/Angola), a distribuição da votação por país mostra diferenças significativas na participação e nos candidatos mais votados, refletindo as dinâmicas demográficas e políticas das comunidades portuguesas de Fora da Europa.

Os 3 países com maior afluência às urnas da diáspora portuguesa

No Brasil, país onde se registou a maior afluência eleitoral, 7.308 votantes compareceram às urnas, num universo total de 303.670 inscritos (2,41% de votantes). O candidato mais votado foi André Ventura (58,73%), ficando António José Seguro em segundo lugar (41,27%).

Na Venezuela, país com a segunda maior afluência eleitoral, 1.980 eleitores recenseados exerceram o seu direito de voto, num total de 55.823 inscritos (3,55% de votantes). O candidato mais votado foi André Ventura (69,01%), com António José Seguro em segundo lugar (30,99%).

Nos Estados Unidos da América, país com a terceira maior afluência eleitoral, 1.745 votantes, num total de 76.397 inscritos (2,28% de votantes), exerceram o seu direito de voto. O candidato mais votado foi André Ventura (50,78%), sendo que António José Seguro (49,22%) ficou em segundo lugar.

Restantes países do continente americano

Continuando pelo continente americano, e mantendo a ordem decrescente de votação, segue-se o Canadá, com 1.709 votantes num total de 64.357 inscritos (2,66% de votantes). O candidato mais votado foi André Ventura (66,63%), com António José Seguro em segundo lugar (33,37%).

Em quinto lugar, está a Argentina, onde votaram 192 eleitores num total de 9.157 inscritos (2,10% de votantes). O candidato mais votado foi André Ventura (56,02%), sendo que António José Seguro ficou em segundo lugar (43,98%).

Nos restantes países americanos com uma diáspora portuguesa relevante, destaque-se o Chile, onde votaram 49 eleitores num total de 2.210 inscritos (2,22% de votantes). O candidato mais votado foi António José Seguro (54,35%), com André Ventura em segundo lugar (45,65%).

No Uruguai, 40 eleitores votaram, num universo de 1.232 inscritos (3,25% de votantes). O candidato mais votado foi António José Seguro (73,68%), sendo que André Ventura ficou em segundo lugar (26,32%). 

No Panamá, 36 eleitores votaram, num universo de 1.870 inscritos (1,93% de votantes). O candidato mais votado foi António José Seguro (74,29%), com André Ventura em segundo lugar (25,71%).

Resultados no continente africano

A África do Sul foi o país africano onde mais portugueses se deslocaram às urnas, com 1.655 votantes num total de 33.027 inscritos (5,01% de votantes). O candidato mais votado foi André Ventura (90,06%), com António José Seguro em segundo lugar (9,94%).

De seguida, está Moçambique, onde votaram 901 eleitores num universo total de 8.984 inscritos (10,03% de votantes). O candidato mais votado foi António José Seguro (56,81%), sendo que André Ventura ficou em segundo lugar (43,19%).

Em terceiro lugar, está Cabo Verde, país onde votaram 897 eleitores num total de 5.600 inscritos (16,02% de votantes). O candidato mais votado foi António José Seguro (94,02%), com André Ventura em segundo lugar (5,98%).

De seguida, está Angola, onde votaram 108 eleitores num universo total de 2.752 inscritos (3,67% de votantes). O candidato mais votado foi António José Seguro (52,63%). André Ventura ficou em segundo com 47,37%.

Este número ainda não é definitivo, uma vez que, em Angola, as assembleias de voto funcionam nos Consulados-Gerais de Portugal em Luanda e Benguela, sendo Luanda responsável por mais de 10 mil eleitores inscritos, num total de pouco mais de 114 mil portugueses no país. 

Contudo, o Consulado de Luanda serve ainda como centro de apuramento intermédio para secções de voto de outros países africanos com menos de 100 eleitores, como a Guiné Equatorial, pelo que o apuramento final dos resultados de Luanda e de Angola só será divulgado após a receção desses votos, ao longo desta semana.

Sublinhe-se ainda São Tomé e Príncipe (votaram 104 eleitores em 590 inscritos – 17,63% de votantes), onde ganhou António José Seguro (83,17%), seguido de André Ventura (16,83%), bem como Guiné-Bissau, onde votaram 33 pessoas, em 278 inscritos (11,87% de votantes), e onde ganhou António José Seguro (87,50%), seguido de André Ventura (12,50%).

Resultados no continente asiático e na Oceânia

Na China, país com a maior afluência eleitoral nesta região do globo, 1.416 eleitores recenseados exerceram o seu direito de voto, num total de 57.877 inscritos (2,45% de votantes), não obstante ainda não se saberem os resultados da votação dos portugueses em Pequim. O candidato mais votado foi António José Seguro (68,60%), com André Ventura em segundo lugar (31,40%).

Depois da China, o país onde os portugueses mais votaram nesta região foi a Austrália, com 645 votantes num universo total de 7.424 inscritos (8,69% de votantes). O candidato mais votado foi António José Seguro (52,22%), sendo que André Ventura ficou em segundo lugar (47,78%).

Em Timor-Leste, votaram 185 eleitores num universo total de 1.586 inscritos (11,66% de votantes). O candidato mais votado foi António José Seguro (77,84%), com André Ventura em segundo lugar (22,16%).

No Japão, votaram 46 eleitores num universo total de 341 inscritos (13,49% de votantes). O candidato mais votado foi António José Seguro (86,67%), com André Ventura em segundo lugar (13,33%). 

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