Portugal: Partido Socialista questiona governo sobre exclusão de emigrantes dos apoios à reconstrução após tempestades

Deputados do Partido Socialista (PS) querem saber por que razão os portugueses residentes no estrangeiro ficaram de fora dos apoios à reconstrução após as semanas de mau tempo em Portugal e apelam à reconsideração da medida

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS e um dos subscritores da pergunta dirigida ao governo português. Foto: divulgação
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Um grupo de deputados socialistas entregou na Assembleia da República uma pergunta dirigida ao primeiro-ministro português, Luís Montenegro, sobre o acesso aos apoios para a reconstrução dos bens de portugueses residentes no estrangeiro destruídos pelas tempestades, considerando que houve discriminação no acesso às medidas aprovadas pelo governo.

Na pergunta, os deputados socialistas começam por reconhecer a gravidade da situação provocada pelas intempéries e a necessidade de resposta pública, mas alertam que a exclusão dos residentes no estrangeiro levanta dúvidas quanto à equidade dos apoios.

O documento sublinha também que Portugal “tem uma vasta diáspora com fortes ligações ao país, onde têm família, habitação e investimentos”, defendendo que o facto de não viverem permanentemente em território nacional não deve ser motivo para afastamento num momento de crise.

Os parlamentares lembram ainda o contributo das comunidades emigrantes e criticam a decisão do executivo, afirmando que “o governo esqueceu-se deles, mais uma vez, no conjunto de apoios aprovados para as populações e empresas afetadas pelos temporais”.

Neste sentido, considerando tratar-se de uma falha política relevante, o PS classifica esta situação como “uma manifesta insensibilidade e incompreensão do que representam para o nosso país os portugueses residentes no estrangeiro”.

No final, os socialistas colocam duas perguntas ao governo de Luís Montenegro, querendo saber “por que razão o governo discrimina os portugueses residentes no estrangeiro no acesso aos apoios” e se pondera “reconsiderar e vir a apoiar numa fase posterior também os portugueses residentes no estrangeiro”.  ■

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