
O vice-presidente do governo regional dos Açores, Artur Lima, afirmou, esta quarta-feira, dia 18, na Assembleia Legislativa Regional dos Açores, que a Base das Lajes deve continuar a servir a segurança global, mas também promover o desenvolvimento económico e social da região.
Para Artur Lima, a Base das Lajes “foi um dos pilares fundamentais da arquitetura de segurança euro-atlântica e de manutenção da paz na Europa e no mundo”. Localizada na ilha Terceira, a base tem sido um ponto logístico estratégico para operações militares, vigilância marítima, transporte e comunicações da NATO, aproveitando a posição central dos Açores nas rotas entre Europa e América.
Contudo, o vice-presidente alertou que a redução de pessoal norte-americano teve “consequências económicas, sociais e estratégicas profundas” para a região.
De igual modo, o responsável criticou os sucessivos governos portugueses por não defenderem adequadamente os interesses dos Açores em negociações bilaterais: “A cada uma dessas negociações, a Região perdeu contrapartidas justas e devidas, porventura não sentidas pela República Portuguesa”, afirmou.
Lima classificou como “imprudência” qualquer revisão do Acordo de Cooperação e Defesa no contexto internacional atual e recordou ainda a importância da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), criada em 1983, pedindo que continue a apoiar efetivamente a investigação e inovação açoriana.
“Há uma realidade geográfica imutável. Os Açores, ao mesmo tempo a fronteira mais ocidental da Europa, são o centro nevrálgico do atlântico”, concluiu o vice-presidente, acrescentando que a autonomia exercida nos Açores deve refletir-se em progresso concreto e bem-estar para a população. ■




