Ouro Preto: Miguel Jerónimo defendeu “cooperação e sustentabilidade” como eixos para o futuro do associativismo luso-brasileiro

Presidente da Câmara Portuguesa de Minas sublinhou a importância da articulação entre associações, câmaras de comércio e consulados portugueses no Brasil, com foco direcionado também para o desenvolvimento económico e cultura

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Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Minas Gerais. Foto: Gabriel Caetano
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Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Minas defendeu, durante o segundo Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro, realizado na cidade mineira de Ouro Preto, entre os dias 25 e 27 de março, “uma maior proximidade entre associações, câmaras de comércio e consulados”, sublinhando a necessidade de “reforçar a cooperação para melhorar as condições das comunidades portuguesas e luso-brasileiras no Brasil”.

Miguel Jerónimo, que liderou a organização do evento em Ouro Preto, aproveitou a ocasião para destacar o encontro como uma “oportunidade para fortalecer a ligação entre diferentes entidades da diáspora”, enquadrando-o numa estratégia mais ampla de articulação institucional.

Nesse sentido, reforçou ainda que o objetivo central do encontro passou pela “criação de uma dinâmica conjunta entre diferentes entidades”.

“O que espero alcançar é que haja uma proximidade das associações, das câmaras de comércio e dos consulados, e que possamos juntos construir uma grande força de melhorar as condições das comunidades portuguesas e luso-brasileiras, especialmente aqui no Brasil”, destacou.

Essa articulação, segundo este mesmo responsável, deve traduzir-se em “resultados concretos e mensuráveis, com impacto direto nas comunidades, não apenas no plano institucional, mas também económico e cultural”, para que haja “mais negócio, mais investimento, mais bem-estar, mesmo a nível cultural, que haja mais divulgação da nossa cultura”.

O dirigente fez também um balanço positivo do encontro, sublinhando o contributo das entidades presentes e o impacto das intervenções institucionais.

“Acho que tivemos uma belíssima intervenção do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emílio Sousa, da embaixadora de Portugal no Brasil, Isabel Pedrosa, e do próprio Prefeito aqui de Ouro Preto”, referiu Miguel Jerónimo, que sugeriu que estas participações são determinantes para reforçar a mensagem de união e mobilizar a comunidade.

“Acho que todas essas mensagens são importantes para realmente causar uma impressão, para chamar as pessoas e para elas saberem que há, de facto, uma força de união por detrás de tudo o que nós podemos fazer”, explicou.

Jerónimo enfatizou também que este movimento vai além do associativismo tradicional, integrando diferentes níveis institucionais e económicos.

“Neste associativismo não estão apenas as associações luso-brasileiras, mas também todas as Câmaras de Comércio Portuguesas no Brasil, e nós somos 21 neste momento”, salientou.

Miguel Jerónimo acrescentou ainda o papel das estruturas de coordenação e do Estado.

“A Federação das Câmaras, que une realmente todas as Câmaras, está presente, e todos os consulados estão presentes também. Nós temos nove consulados no Brasil e, portanto, também estão presentes, porque nós temos que ter acesso, tem que haver essa ligação entre poder público, governamental, associações, setor privado, tudo isso importa”, disse.

A par da dimensão institucional, Miguel Jerónimo voltou a realçar a centralidade do desenvolvimento económico sustentável, até porque a sustentabilidade foi um tema “propositadamente” escolhido pelo empresário para ser o tema principal do encontro em Ouro Preto, além de alertar para as limitações do modelo económico vigente.

“Nós, neste momento, em muitos países, ainda estamos num modelo de economia linear, em que vai colher, usa e joga fora”, afirmou. Como alternativa a este paradigma, Miguel Jerónimo apontou a necessidade de adotar práticas mais eficientes e sustentáveis, alicerçadas ao modelo de economia circular: “Nós temos que começar a colher, usar e reciclar”, enfatizou.

Miguel Jerónimo concluiu destacando os benefícios económicos dessa transição: “Muitas coisas podem ser recicladas, isso inclusivamente vai dar uma diminuição de custo e rentabilidade para todos nós na cadeia de produção”, finalizou.

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