Portugal tinha 11.424.031 residentes a 31 de dezembro de 2025, segundo as novas estimativas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística. Do total, 1.597.539 eram cidadãos estrangeiros, o equivalente a 14% da população residente no país.
Os dados reforçam a transformação demográfica em curso em Portugal, marcada pelo crescimento da imigração e pela presença cada vez mais visível das comunidades estrangeiras, entre as quais a brasileira assume particular relevância pela sua dimensão, integração social, presença no mercado de trabalho e contributo para a vida económica e cultural do país.
De acordo com o INE, a população residente aumentou 36.809 pessoas face a 2024, uma subida de 0,32%. Entre 2021 e 2025, Portugal ganhou 824.914 residentes, sobretudo devido aos fluxos migratórios registados em 2022, 2023 e 2024.
A população estrangeira mais do que duplicou desde 2021, com um aumento de 849.384 pessoas. Esta evolução ajuda também a atenuar o envelhecimento demográfico, num país onde o índice de envelhecimento atingiu, em 2025, cerca de 19 idosos por cada 10 jovens.
Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), os cidadãos brasileiros continuam a constituir a maior comunidade estrangeira residente em Portugal, totalizando 574.195 pessoas em 2025. Seguem-se os cidadãos de Angola, com 103.140 residentes, da Índia, com 93.683, e de Cabo Verde, com 76.099.
Entre as restantes nacionalidades mais representativas encontram-se os cidadãos do Nepal (56.866), Bangladesh (56.724), Guiné-Bissau (53.555), Ucrânia (47.514), São Tomé e Príncipe (46.731) e Paquistão (39.638).
Embora os brasileiros mantenham uma larga liderança em números absolutos, o crescimento mais expressivo entre 2021 e 2025 registou-se na comunidade oriunda de São Tomé e Príncipe, que aumentou mais de 263% no período analisado.
Para a comunidade brasileira, estes números confirmam a importância crescente da imigração no presente e no futuro de Portugal. O desafio passa agora por garantir políticas públicas eficazes, integração laboral, acesso a serviços, reconhecimento profissional e participação plena na sociedade portuguesa. ■
Agência Incomparáveis, com Lusa





