
A advogada brasileira Lízia Jacintho, que atua nas áreas de imigração, vistos, nacionalidade e internacionalização de empresas entre Brasil e Portugal, afirmou que a advocacia não é uma “profissão fácil”, independentemente da nacionalidade, mas sublinhou que se trata de “uma atividade profundamente gratificante” por estar ligada diretamente à vida das pessoas e aos seus processos de transformação e realização.
Em entrevista à Agência Incomparáveis, no âmbito da iniciativa “Destrave sua Voz Summit”, liderada por Mônica Maciel no dia 16 de maio, em Lisboa, esta profissional, natural do Rio de Janeiro, e que vive em Portugal desde 2022, explicou que a sua presença no encontro esteve ligada sobretudo à aprendizagem, partilha de experiências e ao fortalecimento de conexões entre profissionais de diferentes áreas e países.
“Estou aqui para poder aprender, acho que tem tantas histórias aqui, tantas pessoas, tantas mulheres e homens dividindo a sua vivência”, começou por dizer, acrescentando que também procurou contribuir com a sua própria experiência.
Lízia Jacintho explicou ainda que o seu percurso profissional está diretamente ligado ao processo de internacionalização da sua própria empresa.
“Eu consegui destravar a minha voz para que isso se tornasse naquilo que eu vim fazer, que era a realização desse trabalho de internacionalizar a minha própria empresa”, afirmou, sublinhando a importância da troca de experiências.
Sobre o que retirou do evento, respondeu de forma direta: “Acho que mais força, mais vontade, mais coragem”.
A advogada, com foco em direito internacional, destacou ainda o impacto positivo da presença de mulheres e profissionais de diferentes áreas em Portugal.
“Há pessoas fazendo coisas maravilhosas aqui em Portugal, há mulheres incríveis inspirando, produzindo, levando o nosso Brasil e trazendo para Portugal a nossa realidade”, sustentou Lízia Jacintho, que referiu também a importância da identidade luso-brasileira e da ligação cultural entre os dois países.
“Hoje a gente perdeu um pouco esse entendimento do que é ser luso-brasileiro”, observou, defendendo a valorização dessa ligação.
“Espero levar daqui um pouco do que é bom do Brasil, um pouco do que é bom de Portugal, juntar isso e colocar a nossa voz no mundo”, acrescentou.
Relativamente à atividade da advocacia no contexto luso-brasileiro, a nossa entrevistada foi clara ao afirmar que a profissão apresenta desafios em qualquer contexto.
“Não é fácil a vida do advogado, A vida do advogado não é fácil, seja ele brasileiro, português ou luso-brasileiro, mas é gratificante, porque a gente participa da história de muitas pessoas”, salientou.
Esta responsável frisou ainda a centralidade do Direito na sociedade.
“O direito está em tudo. O direito está em todas as relações, sejam elas pessoais, sociais, comerciais”, referiu.
Sobre o processo de adaptação entre sistemas jurídicos, reforçou que foi necessário ajustar-se a novas realidades.
“Eu tive que me adaptar um pouco à cultura portuguesa, essa mudança desse paradigma de advogar no Brasil, advogar em Portugal, entender o funcionamento do direito aqui”, explicou. Ainda assim, concluiu com uma visão de continuidade entre sistemas.
“Mas é sempre o direito o que muda a cultura e a forma que esse direito vai se materializar. Então, não é fácil por não ser fácil, mas é muito gratificante”, finalizou. ■




