Ana Poltera transforma maternidade tardia em missão de vida na Europa

Aos 52 anos, Ana Poltera, empresária brasileira radicada na Suíça, afirma que transformou experiências pessoais em propósito de vida, levando a diferentes países palestras e projetos ligados à fertilidade, identidade e recomeços

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Ana Poltera, empresária, CEO do programa “Gravidez na Maturidade”, líder do movimento “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar”, autora de várias obras, mentora em Fertilidade & Identidade e criadora do método “Gerar”. Foto: divulgação
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Ana Poltera, é empresária, CEO do programa “Gravidez na Maturidade”, líder do movimento “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar”, autora de várias obras, mentora em Fertilidade & Identidade e criadora do método “Gerar”. Aos 52 anos, atua ainda como impulsionadora de projetos que envolvem mulheres que desejam “gerar vida em todas as suas formas, filhos, projetos, negócios e uma nova identidade feminina”. Vive na Suíça, um país que jamais imaginou chamar de lar.

“Nunca imaginei viver num país como a Suíça. Hoje, vejo que este lugar foi um presente de Deus na minha história, um espaço de reconstrução, paz e novos começos. Quando saí do Brasil, a Suíça tornou-se no meu refúgio após o episódio de violência doméstica, este país me abraçou e passou a ser o meu porto seguro. Foi aqui que reencontrei forças para me reconstruir como mulher que escolheu viver, como pessoa, como mãe e como profissional”, disse Ana, que ajuda mulheres que “desejam gerar, filhos, projetos e, principalmente, a si mesmas, ajudando-as a ressignificarem traumas, reconectarem-se com o corpo e a acreditarem novamente na vida”.

No país helvético convive com amigas, parceiras e alunas portuguesas, com quem mantém “uma conexão muito forte”.

“Frequento eventos onde pessoas de língua portuguesa estão reunidas e gosto muito dessa troca cultural e dessa sensação de pertencimento”, atestou.

Na Suíça, vive com o marido, o empresário norueguês do ramo do petróleo e do mercado financeiro, Bjarne Syrstad, além dos seus dois filhos, dois rapazes que são “os filhos da velhice, os filhos da felicidade”, pois “são fruto de uma maternidade tardia quando eu estava com 46 e 48 anos, são verdadeiros milagres da minha história”.

“Os meus filhos são a prova de que “sonhos existem para serem realizados””, confirmou.

“A Suíça representa recomeço, cura e estabilidade. Foi o lugar onde a minha história deixou de ser apenas dor e passou a ser propósito, estudei alemão, aprendi italiano, retoromanish por viver no Cantão Graübunden e, depois, migrar para o Cantão alemão Schwyz e me integrei no país por ser multicultural”, recordou.

Ana Poltera revela que o seu caminho, até decidir viver no país, contou com um toque especial.

“Fui guiada por circunstâncias da vida e pela procura por um lugar seguro para recomeçar. A Suíça acolheu-me num momento em que eu precisava me reconstruir por completo, onde viver era o meu objetivo”, frisou, sublinhando esperar poder continuar “impactando mulheres no mundo inteiro já trouxe centenas de bebés pelo seu método, levando a mensagem de que todas somos chamadas para gerar vida, sonhos e novas histórias”, realçou esta empresária.

Atualmente, em termos de projetos pessoais e profissionais, pretende “expandir o movimento “Chamadas para Gerar” globalmente, além de alcançar mais mulheres, lançar novos livros e continuar levando a sua palestra “A Força de um Chamado” para diferentes países.

“A minha história é marcada por dor, silêncio e superação. Vivi relacionamentos abusivos, enfrentei a infertilidade e passei por uma perda extremamente dolorosa em 2000, quando perdi um filho sem sequer ter condições de realizar o enterro. Mas foi na dor que encontrei Deus e um propósito maior. Aos 43 anos, o amor chegou, um cidadão norueguês e, com ele, uma nova esperança para ser mãe, ele abraçou o meu solho e disse sim em ser pai já na maturidade. Depois, vivi o milagre da maternidade aos 46 e aos 48 anos. O meu livro “Chamadas para Gerar” nasce dessa trajetória. É um convite para que mulheres entendam que “gerar” vai muito além da maternidade, é dar vida a sonhos, projetos e à própria identidade”, confessou.

Relativamente à forma como vive o coração do imigrante na Suíça, Ana Poltera refere “sentir saudades e gratidão”.

“Saudades da minha origem, cultura, raízes. E gratidão pelas oportunidades e pela reconstrução. No meu caso, vivo com a certeza de que fui plantada aqui para florescer e ajudar outras mulheres a florescerem também. Somos Chamados para gera vida em Abundancia”, finalizou Ana Poltera.

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