Bienal do Livro de São Paulo: “Editora IMEPH” abre programação do “Espaço Cordel e Repente”

Entre 4 e 6 de setembro, editora liderada por Lucinda Marques promove lançamentos, declamações, rodas de conversa, contação de histórias e apresentações de música e poesia popular na 28.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

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Lucinda Marques, diretora-presidente da editora e responsável pela curadoria do espaço. Foto: Editora brasileira IMEPH
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A Editora IMEPH inicia esta sexta-feira, 4 de setembro, uma programação de três dias no “Espaço Cordel e Repente”, integrado na 28.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Sob coordenação de Lucinda Marques, diretora-presidente da editora e responsável pela curadoria do espaço, a agenda entre os dias 4 e 6 reúne autores, cordelistas, repentistas, músicos, educadores e representantes da literatura popular brasileira. O local terá ainda a presença da “Carreta Literária”, um projeto volante especial desenvolvido pela editora brasileira IMEPH, que reúne contação de histórias, oficinas, apresentações artísticas e culturais, além de um ambiente permanente dedicado à Literatura de Cordel.

A Bienal decorre entre 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, e distribui a programação cultural por 11 espaços temáticos. O “Espaço Cordel e Repente” é coordenado por Lucinda Marques e dedicado à literatura popular brasileira, com apresentações e encontros de cordelistas e repentistas. A própria organização da Bienal confirma que a edição de 2026 decorre no Distrito Anhembi, com funcionamento entre às 9h e às 22h nos dias úteis e entre às 10h e às 22h aos fins de semana, com exceção do último domingo.

A participação da IMEPH dá continuidade a um trabalho desenvolvido ao longo de várias edições da Bienal. Lucinda Marques assume pela quinta vez a curadoria do “Espaço Cordel e Repente”. A editora, sediada no Ceará, desenvolve projetos educativos, publica livros didáticos e literários e mantém uma linha editorial ligada à formação de leitores e à valorização das culturas locais.

Programa eclético

No primeiro dia, 4 de setembro, a programação começa às 10h com a solenidade de abertura oficial do espaço, conduzida por Lucinda Marques, seguida de um momento dedicado ao Pocket Show com Chambinho do Acordeon. Às 11h haverá declamação de cordéis e, ao meio-dia, Amélia Albuquerque conduz a atividade de contação de histórias O poder da palavra. Às 13h, Andrea de Sousa apresenta um espetáculo literário dedicado à literatura oral.

A tarde de sexta-feira inclui vários lançamentos. Às 14h será apresentado “O tempo das coisas”, de Márcia Santiago Rodrigues. Às 15h entram em programação “A pedagogia de massa do neoconservadorismo”, de José Eustáquio Romão, e “Plano Nacional da Educação (PNE)”, “Uma leitura crítica”, de Casemiro Campos. Às 15h45 serão lançados “As aventuras do dentinho esperto”, de Erivânia Façanha, e “Gentes da EJA”, docentes, trajetórias e práxis, de Gleice Nascimento.

A agenda prossegue às 16h30 com o lançamento de “70 Anos Grande Sertão: Veredas”, de João Gomes Sá, uma das obras já anunciadas entre os destaques do “Espaço Cordel e Repente”. Às 17h00, Geivan Pereira e Almir Ferreira apresentam um espetáculo de repente com viola e cantoria. Seguem-se, às 18h, o lançamento de “Didática da neurodiversidade: lições de um professor autista para educadores”, de Gelson Luiz, um pocket show de Maciel Melo às 19h e, às 20h, uma apresentação de forró com Luiz Wilson.

No sábado, 5 de setembro, Ariano Suassuna ocupa parte central da programação. Às 10h está previsto o lançamento de um livro dedicado ao escritor, por Jô Oliveira. Às 11h, o Cordel Cantante apresenta o espetáculo de poesia, cordel e música A mala da cordelista. Às 12h, Anthony Feitosa participa numa declamação de cordel, seguindo-se, às 12h30, o lançamento de Lei Brasileira de Inclusão, LBI, por Tião Simpatia.

A programação do sábado inclui ainda os lançamentos de “Saudade molhada de chuva”, de André Félix, e de obras apresentadas por Débora Bianca. Às 15h, Laurita Dias participa na roda de conversa “Educação dos sertões”, dos sentidos, pela Cultura. Às 16h, Bráulio Tavares e Antonio Nóbrega discutem “A poesia popular na literatura brasileira: Ariano Suassuna e Guimarães Rosa”, aproximando tradição oral, literatura e duas referências da cultura brasileira. Às 17h haverá um lançamento com participação de Socorro Lira, Nireuda Longobardi e do coletivo Espaço Mata Branca, de Brejo do Cruz, na Paraíba. O dia termina com um pocket show de Chambinho do Acordeon às 18h.

No domingo, 6 de setembro, a programação começa às 10h com o lançamento de um folheto de cordel de Márcio Fabiano. Às 11h, Kátia Sentinero apresenta “Quem escondeu as coisas do gato?”, obra integrada na Coleção Cirandar. Ao meio-dia regressam as declamações de cordéis, com participação de cordelistas e artistas da literatura nordestina.

A tarde será marcada por lançamentos voltados também para o público infantil, inclusão e formação de leitores. Uma bailarina diferente, de Dani Cardoso, será apresentada às 13h, numa atividade com participação de Lara Picanço Menezes Mesquita e Elvia Vasconcelos. No mesmo horário está previsto o lançamento de “Conexão”, de Davi Moura, associado ao Projeto Infância Inclusiva. Às 13h30, Isabela Vera Cruz apresenta Marla e eu. Seguem-se, a partir das 14h, livros de Gabi Buonocore, Fernanda Franco e Tatiana Oliveira.

A partir das 16h, o espaço recebe uma sequência de lançamentos de diferentes editoras e autores. Entre os títulos anunciados encontram-se A coleção eu amo, Habitantes da casa vazia, O ninho de mafagafos, O gato apavorado e A velhota jipeira. Às 16h30 serão apresentados, entre outros, “Um carrinho brummm”, Mulheres poderosas da Literare Books, Não é a mamãe!”, da Editora Elementar, e obras da Franco Editora.

Às 17h está prevista outra sessão coletiva de lançamentos, com títulos de editoras como Universo, Asinha, Mais Amigos, Sinete Editorial, Cupim, Es Editorial e Colli Books. Às 17h30, Tati Rocha apresenta a segunda edição de Fígado e coração, amor e superação. O programa de 6 de setembro encerra com a aula-espetáculo Na trilha do mestre Ariano Suassuna, conduzida por João Suassuna, às 18h, e um pocket show de Chico Pessoa às 19h.

A aposta numa programação concentrada em cordel, oralidade, música, educação e formação de leitores acompanha uma estratégia que a IMEPH tem desenvolvido em sucessivas participações na Bienal. Já em edições anteriores, o projeto Cordel e Repente articulava lançamentos de livros, debates, apresentações de repentistas, narradores, xilogravuristas, sanfoneiros e outros agentes da cultura popular.

Para Lucinda Marques, o “Espaço Cordel e Repente” funciona como “ponto de encontro entre literatura, cultura popular e mercado editorial”. A responsável tem defendido, ao longo das diferentes edições, “a necessidade de ampliar a circulação de autores e artistas ligados ao cordel e às manifestações culturais nordestinas dentro de um dos principais eventos do livro no Brasil”.

A programação entre 4 e 6 de setembro abre, assim, uma agenda que continuará até ao encerramento da Bienal, no dia 13, com novas atividades, encontros e apresentações dedicadas à literatura popular brasileira. ■

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