Casa dos Açores de Minas Gerais transforma herança açoriana em agenda de inovação, negócios e cooperação

Participação no “1.º Fórum Internacional Minas Mundi”, em Belo Horizonte, marcou a apresentação de projetos que procuram aproximar Minas Gerais, os Açores e Portugal através do turismo, empreendedorismo, cultura, educação e desenvolvimento sustentável

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Claudio Motta, presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais, no “1.º Fórum Internacional Minas Mundi”. Foto: divulgação/Redes Sociais Cláudio Motta
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A Casa dos Açores de Minas Gerais participou, no dia 29 de julho, no “1.º Fórum Internacional Minas Mundi”, realizado em Belo Horizonte no âmbito da “Wine Expo 2026”, onde apresentou uma nova agenda de iniciativas destinadas a reforçar a cooperação entre Minas Gerais e os Açores e a criar novas oportunidades de ligação entre os dois territórios.

A participação da instituição, presidida por Claudio Motta, ficou marcada pelo lançamento oficial da “Rota Açoriana de Minas Gerais” e da “Casa Jovem”, dois projetos que procuram associar a valorização da herança açoriana a áreas como os negócios, o turismo, a educação, o empreendedorismo e o desenvolvimento humano.

A apresentação destes projetos representa uma mudança de abordagem na forma como a ligação histórica entre Minas Gerais e os Açores pode ser projetada para o futuro, procurando transformar património, identidade e memória em instrumentos de cooperação e criação de oportunidades.

Ao destacar essa nova perspetiva, Claudio Motta recorreu às redes sociais para sublinhar que a aproximação entre territórios deve servir também para gerar possibilidades concretas para as gerações futuras. 

“Conectar territórios é criar oportunidades para as próximas gerações”, declarou.

Neste sentido, a “Rota Açoriana de Minas Gerais” constitui um dos principais projetos apresentados pela instituição e pretende reunir municípios, património histórico, iniciativas culturais, empreendimentos turísticos e atividades económicas relacionadas com a presença açoriana no estado brasileiro.

A criação desta rota procura dar maior visibilidade a lugares e iniciativas associados à herança açoriana, estabelecendo uma ligação entre preservação da memória, promoção turística e desenvolvimento económico local.

Entre os territórios envolvidos está Andrêlandia, apresentada como “Capital da Rota Açoriana de Minas Gerais”, cuja participação no fórum incluiu uma delegação de 12 empresários produtores locais.

Ao destacar o envolvimento do município, o presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais chamou a atenção para a capacidade de mobilização empresarial em torno da iniciativa e para a diversidade de recursos que podem ser associados à rota. 

“Também merece reconhecimento a destacada participação da Prefeitura Municipal de Andrêlandia, Capital da Rota Açoriana de Minas Gerais, que mobilizou uma delegação de doze empresários produtores locais, demonstrando o potencial económico, turístico e cultural da região”, salientou.

A segunda iniciativa apresentada foi a “Casa Jovem”, dirigida às novas gerações e concebida para aproximar jovens descendentes de açorianos e outros interessados na cultura atlântica através de ações de formação, intercâmbio, empreendedorismo, liderança e cooperação internacional.

O projeto pretende criar uma ligação mais direta entre a herança cultural e os jovens, incorporando novas áreas de participação e preparando as novas gerações para uma relação mais ativa com os territórios e comunidades associados à cultura açoriana.

Para Claudio Motta, o lançamento simultâneo dos dois projetos representa um momento de particular relevância para a instituição e abre uma nova etapa na sua atuação. 

“O evento marcou um momento histórico para nossa instituição: o lançamento oficial da Rota Açoriana de Minas Gerais e da Casa Jovem, iniciativas reconhecidas e referendadas pelo Governo da Região Autónoma dos Açores, que passam a integrar uma agenda permanente de projetos voltados aos negócios, turismo, cultura, educação e desenvolvimento humano”, frisou.

A estratégia apresentada no fórum procura ainda aproximar diferentes setores, criando condições para que instituições culturais, empresas, universidades, entidades públicas e outros parceiros possam desenvolver projetos conjuntos.

A dimensão internacional desta atuação é igualmente reforçada pela intenção de aprofundar as ligações não apenas entre Minas Gerais e os Açores, mas também com Portugal e com a comunidade internacional.

Nesse sentido, o presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais enquadrou os projetos numa estratégia de aproximação mais ampla, assente na criação de redes entre diferentes territórios e comunidades. 

“Seguimos fortalecendo pontes entre Minas Gerais, os Açores, Portugal e a comunidade internacional, transformando história, identidade e cooperação em desenvolvimento sustentável”, projetou.

A participação no “1.º Fórum Internacional Minas Mundi” permitiu ainda reunir parceiros institucionais, autoridades, empresários e outros participantes em torno desta nova agenda de cooperação.

No balanço da presença no encontro, Cláudio Motta dirigiu uma palavra de reconhecimento aos diferentes intervenientes que contribuíram para a concretização da iniciativa. 

“A todos os parceiros institucionais, autoridades, empresários e participantes, nossa sincera gratidão”, concluiu.

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