Castelo Branco: “Mais Lusofonia” promoveu “Caminhada da Liberdade” e juntou dezenas de participantes em jornada solidária

Iniciativa realizada pela associação albicastrense uniu atividade física, convívio comunitário e angariação de fundos para uma nova missão humanitária em Cabo Verde, reforçando o papel do associativismo local na dinamização social do concelho

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Caminhada reuniu dezenas de participantes entre natureza e convívio comunitário. Foto: Divulgação
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A Associação “Mais Lusofonia” promoveu, no último dia 26 de abril, em Castelo Branco, a “Caminhada da Liberdade”, uma iniciativa que reuniu dezenas de participantes com concentração na estação ferroviária da cidade, seguindo depois de comboio até Benquerenças, de onde arrancou o percurso pedestre de regresso a Castelo Branco, terminado na Associação Cultural e Desportiva da Carapalha, local do almoço da “feijoada solidária”.

A iniciativa, integrada no período comemorativo do 25 de Abril, combinou mobilização comunitária, promoção de hábitos saudáveis e apoio social, revertendo receitas para a próxima missão internacional da associação em Cabo Verde, prevista para outubro.

Em declarações à Agência Incomparáveis, a presidente da “Mais Lusofonia”, Sofia Lourenço, explicou que todas as ações da associação procuram responder a objetivos concretos de solidariedade.

“Todos os eventos que nós fazemos enquanto associação têm sempre um objetivo vincado de ajudar em alguma missão que nós temos já identificada”, afirmou.

Sobre a ligação entre a caminhada e a celebração da liberdade, a responsável considerou que “falar de liberdade, independentemente da missão que nós temos marcada, é sempre importante para que as pessoas percebam o sentido de ser livre”, acrescentando que os testemunhos das gerações com mais idade recordam a importância de preservar esse valor.

“Cada vez mais temos que dar valor ao valor da liberdade e unir forças para que assim continue”, sustentou.

Quanto à vertente solidária, Sofia Lourenço revelou que os fundos angariados pela “Caminhada da Liberdade” destinam-se à missão da associação na ilha cabo-verdiana de Santo Antão, ainda este ano.

“Temos já uma ilha nova que nós não conhecemos, que é Santo Antão, com necessidades identificadas não só em escolas como em famílias identificadas que precisam de roupa, calçado, material escolar e tudo que nós estamos recolhendo é para um contentor que vai ser enviado nessa altura, em outubro”, referiu, explicando ainda que “os fundos vão reverter para toda essa logística de envio de um contentor, que é caríssimo, o material nós já temos quase todo, mas o transporte é mais difícil e então por isso nós temos que fazer alguns eventos até lá para que a gente consiga fazer fácil”.

Esta responsável destacou igualmente a colaboração com a Associação Cultural e Desportiva da Carapalha, parceira regular da “Mais Lusofonia”.

“A entidade tem uma excelente instalação e nós não temos, ou seja, essas mãos dadas funcionam para que a gente consiga unir forças para que o evento funcione”, disse, referindo também que “não há união melhor para o ser humano que em mesa, é na mesa que nós fazemos as melhores reuniões”, concluiu Sofia Lourenço.

Também em declarações à Agência Incomparáveis, o presidente da Associação Cultural e Desportiva da Carapalha, José Perquilhas, que foi igualmente nomeado no ano passado embaixador da “Mais Lusofonia”, destacou o trabalho regular desenvolvido pela coletividade num dos bairros mais populosos de Castelo Branco. Para além da vertente desportiva, com equipas de ténis de mesa em competições distritais e nacionais, formação juvenil, treinos abertos à população, taekwondo e outras atividades permanentes, a associação tem reforçado nos últimos anos a sua dimensão social e solidária.

Foto: Divulgação

Segundo explicou, essa aposta intensificou-se durante o período da pandemia, levando a instituição a diversificar respostas comunitárias. Desde então, promove campanhas anuais de sensibilização e angariação ligadas à luta contra o cancro da mama, durante o mês de outubro, e ao cancro da próstata, em novembro, canalizando receitas e materiais para entidades de apoio especializadas. Paralelamente, mantém ações de recolha e encaminhamento de alimentos, roupas, brinquedos e outros bens essenciais, colaborando com várias organizações sociais, entre as quais a Cáritas e a “Mais Lusofonia”.

“Esta casa não pode parar”, afirmou o dirigente, sublinhando a dinâmica permanente da associação e o esforço diário para manter respostas diversificadas ao serviço da comunidade.

Sobre o acolhimento da “Caminhada da Liberdade” e a parceria com a “Mais Lusofonia”, José Perquilhas valorizou o impacto da colaboração entre estas duas instituições locais.

“É muito bom, porque nós fazemos comunidade e estamos inseridos numa comunidade bastante forte”, referiu.

José Perquilhas reforçou que fazer estas iniciativas em conjunto com a “Mais Lusofonia” “é sempre uma mais-valia, porque são duas associações que estão juntas”, mostrando-se disponível para futuras colaborações.

Perquilhas salientou ainda a vitalidade do movimento associativo albicastrense, defendendo que “o associativismo está muito vivo” no concelho, ao mesmo tempo que recordou a importância complementar destas estruturas.

“As câmaras e as juntas não podem fazer tudo, as associações servem para isso mesmo”, acrescentou.

Sofia Lourenço e José Perquilhas. Foto: Divulgação

Entre os participantes na “Caminhada da Liberdade”, Inês Chambino, 24 anos, classificou a experiência como muito positiva.

“Foi uma caminhada fantástica”, afirmou, sublinhando que estas ações ajudam “quem precisa e quem mais necessita”, ao mesmo tempo que incentivam a prática de exercício físico.

Esta jovem destacou ainda o trabalho regular da “Mais Lusofonia”, considerando que a organização tem sempre promovido “atividades pedagógicas e outras atividades para dar a conhecer as causas desta associação e da nossa Beira Baixa”.

Também Fátima Pichel, 64 anos, deixou uma apreciação elogiosa à iniciativa, considerando que “a caminhada primou pela excelente organização e criatividade na receção após a viagem de comboio”.

Participantes viajaram de comboio de Castelo Branco até às Benquerenças. Foto: Divulgação

A participante salientou também que “os pontos de paragem para monitorizar o ritmo e intervalos de descanso foram adequados” e que o percurso “permitiu a observação e contacto com a natureza, facilitando a interação social”. 

Fátima Pichel acrescentou ainda que “foram cumpridas todas as normas de segurança” e terminou valorizando o almoço final.

“Para repor as energias e promover a socialização entre organização e participantes, nada melhor que uma excelente feijoada”, concluiu. ■

Dinis Gonçalves

Estágio curricular supervisionado

 

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