“Dia dos Açores”: Presidente do Governo dos Açores faz apelo à unidade e projeta ambição económica e social do arquipélago

José Manuel Bolieiro destacou um percurso de 50 anos de autonomia política marcado pela transformação social e económica do arquipélago açoriano, defendendo simultaneamente uma visão de futuro assente na sustentabilidade, na coesão entre ilhas e na afirmação internacional dos Açores como “farol” atlântico de estabilidade e desenvolvimento

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Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, destacou, no Dia dos Açores, as transformações económicas e sociais alcançadas nas nove ilhas açorianas ao longo dos 50 anos de autonomia da região. Foto: divulgação/Governo dos Açores
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O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, interveio ontem, dia 25 de maio, na Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores, realizada no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, sublinhando a importância dos 50 anos da autonomia política e o papel da região na construção de um modelo de desenvolvimento económico e social sustentável, num momento de celebração institucional e identidade regional.

Na sua intervenção, José Manuel Bolieiro começou por destacar o simbolismo das comemorações e o orgulho na identidade açoriana.

“Hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade”, enfatizou.

O governante recordou o percurso histórico do arquipélago, enquadrando a autonomia como resultado da democracia pós-25 de abril e da Constituição de 1976 e sublinhando os impactos estruturais desse processo.

“Foi com poder político próprio que os Açores se transformaram, ao longo destes cinquenta anos, com recuperação de enormes atrasos”, afirmou.

Ao abordar a evolução regional, o responsável destacou progressos significativos em áreas como saúde, educação e economia, referindo o crescimento do número de profissionais de saúde, a expansão do ensino secundário a todas as ilhas e o aumento da riqueza regional. 

“Os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e é assim que se combate a pobreza histórica”, sublinhou.

A coesão entre as nove ilhas foi outro dos pontos centrais do discurso, com Bolieiro a defender a unidade como elemento estruturante do desenvolvimento regional.

“A unidade é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma para trás”, realçou.

Num enquadramento internacional marcado por instabilidade, o líder do executivo açoriano defendeu a afirmação dos Açores como referência de estabilidade institucional.

“Num momento internacional marcado por conflitos e incerteza, os Açores devem afirmar-se como referência contrária”, declarou.

A estratégia de desenvolvimento sustentável também ocupou lugar central na intervenção do governante, com destaque para a valorização dos recursos naturais e para as transições climática, digital e energética. 

“O mundo precisa de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol”, sustentou.

O presidente do Governo Regional salientou ainda a dimensão geoestratégica do arquipélago no Atlântico, reforçando o seu papel como ponte entre continentes e como espaço relevante para a investigação científica e tecnológica.

“Somos, cada vez mais, uma centralidade para a investigação científica, para a tecnologia e para o conhecimento do futuro”, frisou.

Por fim, ao assinalar os 40 anos da integração de Portugal na União Europeia, José Manuel Bolieiro destacou o impacto positivo dessa pertença no desenvolvimento regional e apelou a uma visão integrada do futuro dos Açores.

“Pretendemos conjugar a Região de necessidades que somos com a Região de oportunidades que queremos ser”, concluiu.

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