Segundo dados do Istituto Nazionale di Statistica (ISTAT), organismo oficial de estatística de Itália, analisados pela investigadora Inês Vidigal, do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) e do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), do qual faz parte o Observatório da Emigração, em 2025 entraram em Itália 808 portugueses, o valor mais elevado da série temporal em análise, entre 2000 e 2025.
Face ao ano anterior, o fluxo de portugueses para Itália cresceu 17,8%, depois do ligeiro decréscimo registado em 2024. A evolução ocorreu num contexto de redução de 2,6% das entradas totais de cidadãos estrangeiros no país, que se fixaram em 439.916, revelando uma dinâmica distinta entre o fluxo migratório português e a tendência geral da imigração italiana.
Na perspetiva de longo prazo, o número de entradas de portugueses em Itália atingiu o valor mais baixo em 2002, com 297 registos, tendo posteriormente evoluído até alcançar o máximo observado em 2025.
Apesar da subida registada no último ano, a presença portuguesa mantém uma expressão reduzida no conjunto da imigração italiana. Os portugueses corresponderam a 0,2% do total de cidadãos estrangeiros que entraram no país em 2025.
Itália representa igualmente uma parcela limitada dos movimentos emigratórios portugueses, com o fluxo para este destino a corresponder a menos de 1% da emigração portuguesa global. ■







