
Segundo dados do Centraal Bureau voor de Statistiek (CBS), instituto oficial de estatística dos Países Baixos, analisados pela investigadora Inês Vidigal, do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) e do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), do qual faz parte o Observatório da Emigração, em 2025 entraram nos Países Baixos 4.853 portugueses, sendo que, no mesmo período, o país registou 282.382 entradas de cidadãos estrangeiros, tendo os portugueses representado 1,7% desse total.
Após o ligeiro decréscimo registado em 2024, a emigração portuguesa para os Países Baixos voltou a crescer em 2025, ainda que de forma muito moderada (+1,2%), confirmando uma tendência de estabilização dos fluxos migratórios em torno das cinco mil entradas anuais.
Os dados evidenciam que, depois de um longo período de crescimento sustentado, a mobilidade portuguesa para território neerlandês entrou numa fase de maior estabilidade, mantendo-se, nos últimos anos, em níveis historicamente elevados.
A série estatística disponibilizada pelo CBS demonstra que a emigração portuguesa para os Países Baixos atingiu o valor mais baixo em 2005, quando foram registadas apenas 830 entradas. A partir desse ano verificou-se um crescimento particularmente acentuado, sobretudo entre 2005 e 2008, refletindo a crescente atratividade do mercado de trabalho neerlandês para trabalhadores portugueses.
Embora entre 2013 e 2015 se tenha observado uma ligeira redução dos fluxos migratórios, a tendência voltou a inverter-se nos anos seguintes, culminando no valor mais elevado de toda a série estatística em 2023, quando 4.892 portugueses entraram nos Países Baixos.
Depois desse máximo histórico, os números estabilizaram, registando apenas pequenas oscilações anuais.
O ligeiro aumento observado em 2025 confirma, assim, que os Países Baixos continuam a afirmar-se como um dos principais destinos da emigração portuguesa contemporânea, mantendo uma procura consistente por parte de cidadãos nacionais que procuram oportunidades profissionais e melhores condições de vida neste país. ■






