Josy Moura levou a Lausanne visão estratégica sobre “imagem, identidade e posicionamento”

Consultora brasileira, radicada em Lisboa, participou no “Conexão Global Suíça”, onde apresentou um trabalho que cruza “imagem, comunicação, autoestima, liderança feminina e desenvolvimento pessoal”

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Josy Moura, consultora de imagem estratégica com propósito. Foto: Agência Incomparáveis
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Josy Moura, consultora brasileira de imagem estratégica com propósito, esteve em Lausanne, na Suíça, onde participou no “Conexão Global Suíça”. A presença no encontro integrou uma nova etapa do seu percurso internacional, desenvolvido entre Brasil, Portugal e outros contextos europeus, com foco em “imagem, comunicação, autoestima e posicionamento”.

Natural de Minas Gerais e radicada em Lisboa desde janeiro de 2026, Josy construiu a sua trajetória profissional a partir de experiências em vendas, vestuário, construção civil e consultoria de imagem. Ao longo desse percurso, aprofundou a formação no Brasil e em França e passou a desenvolver metodologias próprias, entre elas o “Método Diplomacia das Cores”, com o qual procura alinhar identidade, presença e comunicação.

Em entrevista à Agência Incomparáveis, em Lausanne, Josy falou sobre a sua apresentação no âmbito do evento, entre 25 e 27 de setembro, quando apresentou uma visão da imagem que ultrapassa a dimensão estética e se relaciona com comportamento, confiança, presença e coerência entre aquilo que a pessoa é e aquilo que comunica. A participação no encontro suíço reforçou também o processo de expansão do seu trabalho, num ambiente marcado pelo “empreendedorismo, desenvolvimento pessoal e criação de redes internacionais”.

A sua trajetória profissional começou cedo, com formação em vendas aos 16 anos, e passou por diferentes áreas antes de chegar à consultoria de imagem. Como descreve esse percurso e quais experiências foram determinantes para construir o trabalho que desenvolve hoje?

O meu percurso foi construído em diferentes áreas e funções. Aos 16 anos, no meu primeiro curso de vendas, comecei a perceber a importância da imagem na forma como nos apresentamos, nos comunicamos e nos comportamos diante das pessoas. Na época, eu ainda não chamava isso de posicionamento ou de ruídos de imagem, mas hoje reconheço que aquele aprendizado despertou o meu olhar para esses sinais e para a mensagem que transmitimos antes mesmo de falar.

Foto: Agência Incomparáveis

Mais tarde, trabalhando com vestuário, esse olhar ganhou outra dimensão: eu não me preocupava apenas com a venda da peça, mas com o que fazia sentido para cada mulher e com a imagem que ela queria comunicar. A construção civil também sempre fez parte da minha vida. Além de consultora de imagem, sou responsável pela área administrativa na construção civil, na empresa da minha família. Essa experiência agregou conhecimentos e ampliou a minha visão profissional. São experiências diferentes que ampliaram a minha compreensão das pessoas e me ajudam hoje a orientar cada cliente sem apagar a sua identidade. Toda construção precisa de uma base; isso também se aplica à nossa caminhada. Para construir uma imagem congruente, primeiro é preciso saber quem somos e onde queremos chegar.

A sua formação em consultoria de imagem foi feita no Brasil e em França, com passagem por Paris, e hoje vive em Lisboa. De que forma essa vivência entre diferentes países e culturas influenciou a sua leitura sobre identidade, estilo, comportamento e posicionamento pessoal?

As formações no Brasil e a experiência em Paris ampliaram o meu repertório, mas também reforçaram uma convicção: referências de moda podem inspirar, porém não devem apagar a identidade de ninguém. Viver e trabalhar em contextos diferentes tornou-me mais atenta aos códigos culturais e à forma como cada pessoa deseja ser percebida. Hoje, procuro compreender primeiro a história, a rotina e os objetivos de cada cliente. O estilo precisa fazer sentido na vida real daquela pessoa e ser sustentável por ela, em qualquer lugar.

O seu trabalho combina imagem estratégica, visagismo, coloração pessoal, análise de silhueta e posicionamento. Na prática, como identifica os chamados ruídos de imagem e de que maneira esses detalhes podem interferir na forma como uma pessoa é percebida no ambiente profissional e social?

Eu identifico um ruído quando a imagem apresentada não traduz com clareza a intenção da pessoa. Isso pode aparecer no caimento e nas proporções da roupa, na escolha das cores, nos acessórios, no cabelo, na maquilhagem ou na adequação ao contexto. Os ruídos também podem estar numa arte demasiado carregada ou num estúdio desorganizado: é preciso ter um olhar atento, porque nada deve chegar antes de si. São detalhes que, em conjunto, podem desviar a atenção da mensagem que a pessoa quer transmitir. A consultoria não serve para encaixar alguém num padrão; serve para alinhar as escolhas visuais com a identidade, os objetivos e a presença que a pessoa deseja construir.

É criadora do “Método Diplomacia das Cores” e já orientou cerca de 300 mulheres em mentorias. Como funciona essa metodologia e que tipo de transformação procura gerar na relação entre imagem, identidade, confiança e posicionamento?

Eu organizo o “Método Diplomacia das Cores” em pilares que permitem olhar para a imagem de forma ampla e aplicar essa visão a diferentes necessidades. O primeiro é identidade e posicionamento: compreender quem é a pessoa, o que deseja comunicar e em quais contextos. O segundo é a leitura estratégica da imagem, que considera visagismo, cores, proporções e possíveis ruídos entre a intenção e a apresentação. O terceiro é estilo e guarda-roupa funcional, que pode envolver personal styling e detox do guarda-roupa. O quarto é aplicação prática e autonomia, com personal shopping, composição de looks e escolhas que façam sentido na rotina. Em todos os pilares, o objetivo é ajudar a pessoa a desenvolver um estilo próprio, coerente com a sua identidade e que consiga sustentar. Depois de orientar cerca de 300 mulheres em mentorias, a transformação que procuro gerar é mais consciência, confiança e autonomia para se posicionar. Essa visão também está no Imagem que Educa, uma iniciativa que coloca as pessoas no centro e une imagem, autocuidado, autoestima e propósito. As Árvores Guardiãs fazem parte dessa expressão de cuidado e conexão.

Vive atualmente em Portugal, depois de construir parte significativa da sua experiência no Brasil e de passar por outros contextos internacionais. Como avalia a adaptação do seu trabalho ao mercado português e quais diferenças encontra na forma como brasileiros e portugueses lidam com imagem, estilo e comunicação pessoal?

A adaptação tem sido uma oportunidade de escuta e aprendizagem. O acolhimento que encontrei em Lisboa tornou mais natural criar vínculos e compreender o contexto local. Estou a conhecer melhor o mercado português e as necessidades de quem me procura, ao mesmo tempo que trago a experiência que construí no Brasil. Prefiro não reduzir brasileiros e portugueses a estereótipos: há pessoas muito diferentes em ambos os lugares. O que muda são referências, hábitos e contextos, e o meu trabalho é compreender cada pessoa antes de propor caminhos. A consultoria precisa respeitar essa individualidade e traduzir a intenção de quem está à minha frente.

A sua participação no “Conexão Global Suíça”, em Lausanne, colocou o seu trabalho num ambiente dedicado à saúde emocional, desenvolvimento pessoal, empreendedorismo e criação de redes internacionais. O que representou para si estar neste encontro e como acredita que a consultoria de imagem pode contribuir para a autoestima, a comunicação, a presença e a forma como as pessoas se posicionam na vida pessoal e profissional?

Estar no “Conexão Global Suíça”, em Lausanne, foi uma oportunidade de levar o meu trabalho a um espaço de encontro, desenvolvimento e conexões internacionais. Senti que a minha voz e a minha experiência podiam atravessar fronteiras: do Brasil para Portugal e, dali, para a Suíça e para o mundo.

Foto: Agência Incomparáveis

A consultoria de imagem contribui para a autoestima quando ajuda alguém a reconhecer-se; para a comunicação, quando reduz os ruídos entre a mensagem e a apresentação; e para o posicionamento, quando a presença está alinhada com aquilo que a pessoa deseja expressar. Isso é especialmente importante ao falar em público: cuidar da imagem não substitui o conteúdo, mas ajuda a mensagem a chegar com mais clareza.

Por fim, onde as pessoas podem conhecer melhor o seu trabalho?

As pessoas podem conhecer melhor o meu trabalho nas minhas redes sociais, procurando por Josy Moura | Imagem Estratégica, e acompanhar também o Imagem que Educa. Partilho conteúdos sobre imagem, estilo, cores, posicionamento e os projetos que desenvolvo. Os endereços nas redes são: @josymoura.imagem e @projeto.imagemqueeduca ■

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