Lisboa: Fórum Portugal Nação Global reunirá mais de 600 participantes de 43 países para “captar investimento e reforçar ligação à diáspora”

Encontro estratégico junta decisores políticos, líderes empresariais, instituições e representantes da diáspora portuguesa para "transformar influência global em negócios concretos, novas parcerias e desenvolvimento económico para Portugal"

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Centro Cultural de Belém acolhe dois dias de um evento dedicado às oportunidades de ligação e de investimento económico entre Portugal e a sua diáspora. Foto: Agência Incomparáveis
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O Fórum Portugal Nação Global 2026 realiza-se nos dias 29 e 30 de abril, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, reunindo 634 participantes provenientes de 43 países dos cinco continentes, com o objetivo de reforçar a ligação entre Portugal, a sua diáspora e os mercados internacionais, promovendo investimento, internacionalização e oportunidades económicas concretas.

Afirmando-se como uma das principais plataformas de articulação entre Portugal e as comunidades portuguesas no estrangeiro, o evento congrega decisores políticos, líderes empresariais, representantes institucionais e investidores num modelo orientado para resultados práticos.

Neste sentido, segundo dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal, a participação distribui-se entre 266 representantes de instituições públicas e associativas, 254 empresas nacionais e 189 empresas da diáspora, refletindo uma composição equilibrada entre setores estratégicos e demonstrando o crescente peso económico dos mais de 5 milhões de portugueses e lusodescendentes espalhados por 178 países em todo o mundo.

A sessão de abertura conta com a presença do primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, do presidente da Fundação AEP (Associação Empresarial de Portugal), Luís Miguel Ribeiro, e do presidente executivo do Banco Português de Fomento, Gonçalo Regalado, sinalizando o compromisso político e institucional com a diáspora enquanto ativo estratégico nacional.

Ao longo de dois dias, o programa estrutura-se em sessões plenárias, temáticas e paralelas dedicadas ao investimento, internacionalização, inovação e valorização territorial.

Um dos momentos centrais será a sessão “Casos de Sucesso da Diáspora”, destinada a destacar percursos empresariais internacionais de referência e a capacidade da diáspora portuguesa para atrair investimento, escalar negócios e reforçar a reputação externa do país.

Outro dos painéis em destaque será dedicado à diáspora científica, centrado no papel do talento português em universidades, centros de investigação e polos internacionais de excelência, promovendo a ligação entre ciência, empresas e políticas públicas.

Os territórios portugueses assumem igualmente protagonismo no Fórum, através de sessões dedicadas aos parques empresariais e ecossistemas de inovação, à diplomacia económica municipal e à apresentação direta de oportunidades de investimento por parte de municípios e entidades regionais.

Na vertente empresarial, o encontro aposta na capacitação e expansão internacional das empresas portuguesas, com debates sobre preparação para captar investimento externo, estratégias de crescimento global, instrumentos financeiros e mecanismos de apoio ao investimento com participação de entidades nacionais e europeias.

Segundo os dados da organização, 98 empresas nacionais procuram investimento externo, enquanto 99 empresas da diáspora manifestam intenção de investir em Portugal, com valores maioritariamente situados entre 500 mil e 5 milhões de euros.

O caráter operacional do Fórum evidencia-se ainda na realização de 415 reuniões empresariais B2B já confirmadas, além de apresentações institucionais e empresariais direcionadas, reforçando a vocação prática do encontro.

A sessão final, subordinada ao tema “2026 e além: oportunidades para Portugal Global”, reunirá líderes políticos, empresariais e representantes da diáspora para definir linhas estratégicas de futuro e consolidar uma mensagem central: Portugal afirma-se cada vez mais não apenas como território, mas como uma rede global capaz de mobilizar talento, capital e conhecimento à escala internacional. ■

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