No dia 18 de maio, Portugal vai ter novas eleições legislativas. Nos últimos dias, uma grande movimentação dos partidos visou apresentar as listas para os diversos círculos eleitorais, incluindo o campo da emigração pela Europa e por Fora da Europa.
A Comissão Política Nacional do Partido Socialista (PS) aprovou a lista dos candidatos pelo círculo eleitoral da emigração à Assembleia da República na Europa e Fora da Europa.
Pela Europa os efetivos são Emília Ribeiro, dirigente associativa, autarca e conselheira das Comunidades em França, e Ana Maria Pica, residente na Suíça.
A decisão de Pedro Nunes Santos afastou Paulo Pisco da lista da Europa, com o argumento de que os candidatos pela emigração devem ser residentes no estrangeiro. Pisco foi deputado eleito pela emigração durante 18 anos, tendo sido eleito pela primeira vez e durante dois anos, em 1999. Depois assumiu a pasta das comunidades no partido Socialista. A partir de 2009 foi sempre eleito para a Assembleia da República, representando o círculo da emigração na Europa.
Por Fora da Europa os nomes apresentados pelo PS são Vítor Silva, empresário residente em Ontário, Canadá, e Ana Cristina Contreiras, jurista, nascida em Faro e, hoje, residente em São Paulo, no Brasil.
Já a AD – Coligação PSD/CDS apresentou por Fora da Europa José Cesário, atual Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, e Flávio Martins, jurista, presidente do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP) e atual deputado à Assembleia da República pela emigração.
Para o círculo europeu, a AD – Coligação PSD/CDS anunciou José Manuel Fernandes, atual Ministro da Agricultura e Pescas, e Carlos Gonçalves, antigo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, deputado pela emigração pelo círculo europeu e atual “Conselheiro Social” na Embaixada de Portugal em Paris.
No caso do Chega, fontes indicam José Dias Fernandes, emigrante residente em França, pela Europa, e Manuel Magno, advogado residente em São Paulo, Brasil, por Fora da Europa. Ambos atuam como deputados à AR.
Alexandre Mendes, empresário, presidente da Associação dos portugueses do Espírito Santo (APES), residente no Brasil, é a aposta da Nova Direita pelo círculo de Fora da Europa. Pela Europa, candidato será Pedro Afonso Borges Godinho, Técnico Superior na Administração Pública, natural e residente em Lisboa.
O PAN, partido Pessoas, Animais, Natureza repete os candidatos pela emigração nas últimas eleições há um ano. Para as legislativas de 18 de maio, o PAN repete o nome
de Paulo Vieira de Castro como cabeça de lista pela Europa. É deputado municipal na câmara do Porto e tem publicados uma dezena de livros na área das ciências empresariais,
psicologia das organizações, liderança e economia.
Nelson Abreu é o candidato pelo círculo de fora da Europa. Vive em Los Angeles, nos EUA, onde é diretor de uma das maiores empresas de eletricidade do país, sendo responsável pela sua modernização mais amiga do ambiente.
A CDU apresentou, pelo círculo eleitoral de Fora da Europa, Ana Oliveira, economista, investigadora e professora. Por Fora da Europa, o partido avançou o nome de Joana Carvalho, investigadora.
Pelo Volt Ana Carvalho, engenheira, será a candidata pelo círculo europeu. O nome indicado pelo partido por Fora da Europa é Leandro da Mota Damasceno, servidor público, natural do Rio de Janeiro, de origem sefardita.
Nos chamados círculos da emigração, pelo círculo da Europa, o Livre apostou, no topo da lista, em Mafalda Dâmaso, já pelo círculo de Fora da Europa o nome indicado a encabeçar a lista é Manuel Brito-Semedo.
A Iniciativa Liberal anunciou Ana Moura, médica e ex-atleta olímpica, residente nos Países Baixos, pelo círculo da Europa, e Christian Höhn, presidente da associação de venezuelanos e luso-venezuelanos – Venexos, pelo círculo de fora da Europa.
A cabeça de lista do Bloco de Esquerda pelo círculo da Europa é, à semelhança das últimas legislativas, Teresa Soares, professora e sindicalista portuguesa a viver na Alemanha. O círculo de Fora da Europa conta com Ana Isabel Gouveia como cabeça de lista.
Até o fecho da nossa edição estes foram os nomes possíveis de apurar junto dos partidos.
Participação eleitoral na diáspora
Segundo apurámos, a partir de 14 de abril, a Administração Eleitoral vai começar a enviar os envelopes com os boletins de voto para a morada que está associada ao Cartão de Cidadão. O boletim de voto deve ser devolvido num envelope fechado acompanhado de um documento de identificação e tem de chegar a Portugal até dia 28 de maio. Quem tenha previamente declarado que quer votar no consulado pode fazê-lo nos dias 17 e 18 de maio.
Quem estiver deslocado no estrangeiro e tenha a morada em Portugal, poderá votar “em mobilidade” no consulado, entre 6 e 8 de maio. Segundo fontes, “qualquer cidadão poderá fazê-lo, independentemente do motivo por que se encontre temporariamente fora do país”.
Nestas eleições, por decisão da Comissão Nacional de Eleições, o documento de identificação já não tem de ser a fotocópia do Cartão de Cidadão, podem ser: fotocópia do cartão de cidadão/bilhete de identidade português; fotocópia da carta de condução portuguesa; fotocópia do passaporte português; certidão de eleitor obtida no Portal do Eleitor ou junto do Consulado; ou cópia impressa do PDF gerado a partir do documento digital do Cartão de Cidadão, através da aplicação móvel gov.pt (id.gov).
Para confirmar qual é a morada que está no Cartão de Cidadão pode ir ao Portal do Eleitor, em https://www.portaldoeleitor.pt e aceder com a Chave Móvel Digital. É também no Portal do Eleitor que pode acompanhar o percurso da carta com o boletim de voto, de Portugal até à vossa morada. Portanto, registe o endereço em: https://www.portaldoeleitor.pt
“Todos os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro podem votar, onde quer que vivam, quer sejam emigrantes ou luso-descendentes. A maioria dos portugueses que vive no estrangeiro irá votar pelo correio, a não ser que já tenha declarado no seu consulado que pretende votar nesse mesmo consulado em pessoa”, explicou Paulo Costa, presidente da Direção da Associação “Também Somos Portugueses”. ■