
Numa série de perguntas enviadas pela Agência Incomparáveis a António Filipe, o candidato destacou a importância das Comunidades Portuguesas no fortalecimento da cidadania e da democracia, sublinhou a necessidade de garantir direitos e acolhimento aos emigrantes e defendeu a criação de condições para que quem deseja regressar a Portugal possa fazê-lo com segurança.
O candidato abordou ainda temas essenciais para a diáspora, como o voto electrónico, os serviços consulares e a promoção da língua e cultura portuguesas.
Sobre a importância das Comunidades Portuguesas, António Filipe afirmou que manter os laços com os cidadãos no estrangeiro é “muito importante” e que o presidente da República tem o dever de dar atenção às suas preocupações, ouvir as comunidades e estar presente sempre que possível.
Quanto ao olhar que terá para a diáspora lusa, António Filipe realçou que é fundamental compreender por que motivo tantos portugueses continuam a emigrar: “Olhar para a diáspora lusa também passa por criar condições para que quem queira permanecer em Portugal possa fazê-lo e não tenha de emigrar”, disse.
António Filipe defendeu também que os portugueses que se deslocam para o estrangeiro devem ser bem acolhidos, com os seus direitos garantidos, e que devem existir condições para o regresso de quem assim o desejar.
O candidato considerou ainda essencial valorizar as Comunidades Portuguesas porque “são pessoas que procuram fora do país melhores condições de vida e estão longe das suas famílias e amigos”, sublinhando que ouvir, apoiar e intervir em favor das comunidades é a forma de reconhecer e reforçar essa ligação.
Sobre pontos específicos reivindicados pelas Comunidades, António Filipe afirmou que a promoção da língua e cultura portuguesas será uma prioridade, considerando esse investimento necessário para estreitar laços e manter a ligação a Portugal.
Relativamente aos serviços consulares, defendeu uma política de proximidade que vá ao encontro das necessidades das comunidades, com reforço e modernização do atendimento e valorização dos trabalhadores consulares.
Quanto ao voto electrónico, António Filipe mostrou-se cauteloso: “O sistema eleitoral tem de ser seguro. Não podemos arriscar que a fiabilidade do processo seja posta em causa. Existem questões complexas de tecnologia e cibersegurança, e por isso, neste momento, não estão reunidas as condições para avançarmos com o voto electrónico”, concluiu. ■




