
A Sociedade de Geografia de Lisboa acolheu, na segunda-feira, dia 6 de julho, no Auditório Adriano Moreira, uma conferência promovida pela Comissão de Migrações, em formato presencial e híbrido, subordinada ao tema “Brasil, país de imigração: dos fluxos com origem na Europa à atração intra-regional contemporânea”, reunindo investigadores de universidades brasileiras e portuguesas para debater a evolução dos movimentos migratórios para o Brasil.
A sessão contou com a participação de Maria Cristina Dadalto, da Universidade Federal do Espírito Santo, que apresentou a comunicação “O Espírito Santo como laboratório: migrações brasileiras entre o colonial e o contemporâneo”, na qual analisou a evolução histórica das migrações naquele estado brasileiro e a forma como os diferentes fluxos migratórios marcaram a sua construção social, económica e cultural.
Seguiu-se a intervenção de João Carlos Jarochinski Silva, da Universidade Federal de Roraima, dedicada ao tema “A imigração para o Brasil no século XXI: novas dinâmicas Sul-Sul, velhas racionalidades”, centrada nas mudanças verificadas nos movimentos migratórios contemporâneos, marcados por uma crescente mobilidade intra-regional na América do Sul e pelos novos desafios associados às migrações internacionais.
A moderação esteve a cargo de Jorge Malheiros, investigador do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT) da Universidade de Lisboa, que conduziu os trabalhos e promoveu o debate entre os participantes sobre a transformação do Brasil enquanto país de imigração e sobre as novas realidades migratórias que caracterizam o século XXI.
A conferência integrou o programa de atividades científicas da Comissão de Migrações da Sociedade de Geografia de Lisboa, reforçando o papel da instituição na promoção da reflexão académica sobre fenómenos migratórios e sobre as relações históricas e contemporâneas entre Portugal, o Brasil e os restantes espaços de língua portuguesa. ■






