Reino Unido: Brasil destaca Fundo Amazónia durante “London Climate Action Week”

Sessão decorreu no Blue Earth, um dos principais polos de inovação da “London Climate Action Week” (LCAW), reunindo investidores, empresas, decisores políticos e especialistas interessados em conhecer soluções sustentáveis e novos modelos de negócio para a economia do futuro

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Investidores internacionais e especialistas participaram do painel da ApexBrasil dentro da agenda do hub de inovação Blue Earth e conheceram exemplos bem-sucedidos de conservação ambiental e geração de valor na exposição “Afluentes: Caminhos e Histórias do Fundo Amazônia”. Foto: ApexBrasil
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O Brasil esteve no centro das discussões internacionais em Londres sobre sustentabilidade e desenvolvimento económico ao liderar o painel Fundo Amazónia: promovendo bioeconomia, conservação e resiliência, realizado esta quinta-feira, dia 25, por iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), em parceria com os Ministérios das Relações Exteriores (MRE) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

A sessão decorreu no Blue Earth, um dos principais polos de inovação da London Climate Action Week (LCAW), reunindo investidores, empresas, decisores políticos e especialistas interessados em conhecer soluções sustentáveis e novos modelos de negócio para a economia do futuro.

Reforçando a estratégia brasileira de posicionar a Amazónia como um polo global de bioeconomia, inovação e investimento sustentável, o painel foi aberto pelo embaixador do Brasil no Reino Unido, Antonio Patriota. O diplomata destacou o reposicionamento do país na agenda ambiental e o papel da reativação do Fundo Amazónia.

“Um dos primeiros atos do presidente Lula, ao assumir este terceiro mandato em 2023, foi reativar o Fundo Amazónia. Isso não foi uma ação tecnológica, mas sim uma forma de transmitir a mensagem de que o Brasil, mais uma vez, reconhece a Amazónia como uma das suas prioridades e assume a responsabilidade pelas questões ambientais”, afirmou. Antonio Patriota acrescentou que o Fundo, criado em 2008, assenta numa ideia simples e consistente: reconhecer e recompensar resultados concretos na proteção ambiental e na promoção do desenvolvimento sustentável.

Durante o painel, integrado na programação da LCAW, considerada um dos principais fóruns mundiais dedicados ao clima, à sustentabilidade e ao desenvolvimento económico, a gerente de Relações Institucionais e Governamentais da ApexBrasil, Carla Duarte, salientou que a Amazónia é uma região diversa, com cerca de 30 milhões de habitantes e múltiplas realidades, onde muitas comunidades dependem diretamente dos recursos da floresta para garantir o seu sustento.

“A ApexBrasil tem trabalhado para demonstrar o potencial da região, atrair investimento e apoiar atividades económicas que contribuam para a sustentabilidade. O nosso objetivo é gerar maior valor acrescentado para produtos sustentáveis, fortalecer estas cadeias produtivas e apoiar desde a adaptação dos produtos até aos processos de certificação e preparação para exportação. Trabalhamos com agricultores familiares, comunidades tradicionais, povos indígenas e diferentes grupos locais. Essa diversidade constitui um ativo importante e procuramos ligar estes produtores aos mercados internacionais”, explicou.

Carla Duarte destacou ainda outra iniciativa da ApexBrasil destinada a aproximar compradores internacionais dos produtores amazónicos.

“Até ao momento, já trouxemos 125 compradores internacionais, que geraram mais de 50 milhões de dólares norte-americanos em negócios para as comunidades locais. Estamos muito orgulhosos destes resultados, porque demonstram que é possível promover o desenvolvimento económico da Amazónia de forma sustentável, beneficiando não apenas as comunidades locais, mas também contribuindo para uma agenda global”, concluiu.

Exposição apresenta projetos apoiados pelo Fundo Amazónia

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, João Capobianco, reforçou igualmente a importância do país na agenda ambiental internacional. “Tivemos muitos avanços na construção e implementação de soluções globais na área da bioeconomia. A proteção ambiental e o combate às alterações climáticas fazem parte das ações do atual Governo brasileiro”, afirmou.

Os participantes tiveram ainda oportunidade de visitar a exposição Afluentes: Caminhos e Histórias do Fundo Amazónia, organizada paralelamente ao painel pela ApexBrasil e pelo BNDES, com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A mostra apresenta iniciativas ligadas à conservação da biodiversidade, à inovação e ao desenvolvimento de cadeias de valor na Amazónia brasileira.

A participação brasileira integrou uma estratégia mais ampla da ApexBrasil durante a London Climate Action Week, reunindo iniciativas dedicadas à promoção da bioeconomia, da inovação e da economia criativa, ao mesmo tempo que reforçou o posicionamento do Brasil como parceiro estratégico no enfrentamento dos desafios globais associados à transição sustentável.

A programação incluiu igualmente o Brazil Creating Fashion for Tomorrow (BCFT), iniciativa que destacou a bioeconomia aplicada ao setor da moda e promoveu a ligação entre criatividade e impacto socioambiental, com especial enfoque no bioma Caatinga. Ao reunir estas iniciativas, o Brasil apresentou resultados concretos da articulação entre conservação ambiental, geração de rendimento e competitividade internacional.

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