
Numa cerimónia presidida pelo ministro português da Defesa, Nuno Melo, em La Couture (França), Carlos Pereira, jornalista, diretor do LusoJornal, presidente da SEDES Europa e antigo presidente do Conselho das Comunidades Permanentes, recebeu das mãos do chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general João Cartaxo Alves, a Medalha de Honra ao Mérito, com o grau de Ouro, da Liga dos Combatentes, um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido no LusoJornal e noutras iniciativas ligadas à preservação da memória histórica.
Carlos Pereira recorreu às redes sociais para explicar que a distinção lhe foi atribuída “pelo trabalho de visibilidade que tenho dado, no LusoJornal (e não só), à participação dos Portugueses na I Guerra mundial”.
A cerimónia decorreu em La Couture, localidade francesa onde se encontra o monumento de homenagem aos soldados portugueses mortos no conflito. O homenageado recordou ainda que esta localidade “um dia assinou um Protocolo de Geminação com Murça (hoje esquecido!)”.
O evento contou igualmente com a presença do presidente da Liga dos Combatentes, tenente general Chico Rodrigues, identificado por Carlos Pereira como alguém que “conhece bem o nosso trabalho”.
Entre os presentes esteve também o bispo das Forças Armadas, D. Sérgio Dinis, facto destacado pelo distinguido: “Fiquei contente que tivesse assistido a este momento o Bispo das Forças Armadas, D. Sérgio Dinis, que tão bem conhece as minhas terras e a minha família”, escreveu.
Carlos Pereira sublinhou ainda que a condecoração foi partilhada simbolicamente com várias pessoas envolvidas na preservação da memória dos combatentes portugueses em França, referindo, em particular, António Marrucho, de quem disse merecer “bem mais do que eu”, bem como Aurore Rossin.
Na mesma mensagem, alargou o reconhecimento a todos os que continuam empenhados nesta missão de memória coletiva, mencionando nomes como Luís Gonçalves, descrito como “fotógrafo incansável”, Lionel, Myriam e Afonso Maia, a quem atribuiu a transmissão do “vírus” desta causa.
Carlos Pereira concluiu assim a homenagem, valorizando o esforço conjunto de uma equipa dedicada a preservar a memória “daqueles que deixaram Portugal para vir combater em França e alguns ficaram por cá”. ■




