Durante a sua passagem pela Suíça, no âmbito da 14.ª Gala da “Revista Repórter X”, realizada no dia 2 de maio no Centro D’Olímpia, no cantão de Lucerna, na Suíça, José Figueiras, apresentador da SIC, concedeu uma entrevista exclusiva à Agência Incomparáveis, onde falou sobre a comunidade portuguesa residente no Brasil, descrevendo-a como uma comunidade histórica, profundamente ligada às suas origens e marcada por uma portugalidade que continua viva apesar da distância.
“É uma comunidade bastante antiga, sobretudo no Rio de Janeiro e em São Paulo. É uma comunidade que foi para o Brasil há 50, 60 anos e que tem muita saudade do nosso país”, afirmou.
Ao aprofundar essa ligação cultural, o apresentador português destacou as regiões portuguesas que mais marcaram presença naquele território.
“Estamos a falar de regiões do Norte, das Beiras, em que levaram toda a cultura, o folclore e toda a tradição para o Brasil. E sinto que, apesar da distância, muitos não conseguem voltar, mas há sempre esta festa, esta ligação ao nosso país”, sustentou.
Mesmo admitindo que ainda não conhece pessoalmente essa realidade, José Figueiras confessou que esse é um desejo antigo.
“É uma comunidade que eu não conheço e que gostava imenso de conhecer, porque, através do meu ‘Olá Portugal’, que eu fazia há uns anos na SIC, estávamos em contacto direto com a comunidade portuguesa no Brasil. E, por isso, é que eu digo que é uma comunidade que eu adorava conhecer e, sobretudo, abraçar”, destacou.
Ao explicar a ligação histórica entre Portugal e o Brasil, o apresentador foi particularmente emotivo, refletindo sobre essa proximidade entre povos.
“O Brasil sempre teve esta ligação connosco, país irmão, país nosso, de sangue”, sublinhou.
Nessa mesma entrevista, Figueiras falou também da importância de preservar a cultura portuguesa fora de portas.
“Eu acho que promover a cultura é, sobretudo, uma forma de matar a saudade. Eu acho que é fundamental haver pontos estratégicos de festinhas, de churrasco, de encontros com a comunidade portuguesa”, enfatizou.
Já no final da nossa conversa, deixou uma mensagem direta aos portugueses e lusodescendentes residentes no Brasil.
“Eu adorava abraçar-vos. Acho que esse vosso sotaque cantado, açucarado, é bastante melódico”, concluiu. ■





