
As guerras e os conflitos graves têm aumentado de forma impressionante e impensável até há algum tempo.
As maiores potências mundiais estão envolvidas de forma mais ou menos ruidosa em confrontos terríveis, que fazem milhares de vítimas diretas e muitos milhões de forma indireta.
A verdade é que, fruto de tais conflitos, a Humanidade vive hoje uma das maiores crises da sua História, com um impacto brutal nas políticas energéticas e na vida dos mais frágeis.
No meio de tudo isto, aumentam os discursos demagógicos, pontuados por mentiras descaradas, em que, infelizmente, muitos acreditam.
Sinceramente, sem querer ser demasiado pessimista, o Mundo está diferente, para muito pior, quando deveria estar bem melhor, em resultado das inovações e do desenvolvimento tecnológico.
Mas, significa isto que devamos perder a esperança?
Pelo contrário!
É altura para nos agarrarmos aos valores que permitiram criar a sociedade democrática e pluralista do mundo ocidental, em que vivemos, para lutar com toda a força contra as injustiças, a mentira, os discursos de ódio, a corrupção e as desigualdades.
Nós, portugueses, que demos novos mundos ao mundo, sabemos bem o que significa o diálogo e o bom senso nas relações entre os povos.
Por isso, no momento em que celebramos o nosso dia nacional, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, espero que saibamos refletir sobre a realidade e a essência do mundo que estamos a construir para os nossos descendentes.
Mais do que nunca, importa lutar pela afirmação de uma sociedade em que impere a solidariedade, a fraternidade, a justiça, a liberdade e a igualdade de oportunidades, rumo a um desenvolvimento humanista em que que a dignidade da pessoa humana seja o grande e único objeto da vida coletiva.
Essa, e é só essa, deve ser a luta de hoje de todos os homens e mulheres de boa vontade…
Viva Portugal! ■
José de Almeida Cesário
Deputado a Assembleia da República portuguesa pela emigração pelo círculo de fora da Europa




