
Festejar o “10 de junho” não é uma comemoração rotineira, pois, acima de tudo, é um dia de festa, de alegria renovada, em que os portugueses, estejam onde estiverem, se situam com inteira consciência em nosso espaço cultural originário, no mundo da cultura lusíada, e manifestemos nossa e profunda e inquebrantável vontade, como estamos acompanhando, não apenas de continuar Portugal, mas de construir o futuro que todos desejamos.
Um futuro em que um Portugal cada vez mais moderno, como se tem visto, capaz de atender, de forma realista, as legitimas aspirações de todos os portugueses que vivem e trabalham no velho continente europeu, bem como em suas ilhas, como o caso dos que vivem e trabalham fora das nossas fronteiras.
Destacamos a importância do “10 de junho”, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e. ao ligar-se Camões ao dia Nacional de Portugal, estamos a cantar a epopeia de nossos maiores e, a afirmar que, tal como os “Lusíadas” transcendem as gerações, também a Pátria, para nós, transcende a própria eternidade.
Realmente, continua viva e eficaz a figura símbolo de Camões, como ponto de união de todos os portugueses, de ontem, de hoje e de sempre.
Basicamente, o “10 de junho” é o dia nacional, no qual o papel pujante do homem lusíada é colocado em relevo, servindo para estabelecer uma corrente de amor e de fé entre milhões de portugueses que tiveram de deixar o seu País, ligados e irmanados na saudade de seu país, de sua gente e de seus cantares.
Os milhões de cidadãos portugueses espelhados pelo mundo e as suas comunidades constituem um elemento estrutural da nação portuguesa. E é através destas comunidades que se confirma a vocação universalista e humanista de Portugal, como já ressaltado.
E estas Comunidades, sem dúvida, criaram pontes, estabeleceram caminhos de encontros, ensejando um verdadeiro conceito de servir e de reverência a Pátria de sempre.
Luiz Vaz de Camões imortalizou o pioneirismo português ao cantar em verso a saga da Nação Europeia que deu novos mundos ao Mundo. Na sua Magistral epopeia poética, o poeta foi visionário e desenhou a originalidade do que hoje chamamos o nascimento da globalização, um termo desconhecido, nem sequer sonhado.
Na memória popular perdura essa imagem criada por Camões, que nos remete intuitivamente para uma ideia de pioneirismo mundial.
Esse ativo histórico atravessa ainda hoje diversas gerações de portugueses que sentem orgulho daquele período excepcional.
Por isso, este é o dia sempre adequado para reafirmar e propagar que temos orgulho da nossa história e das nossas origens, confiando no presente e no futuro do país. ■
Manuel Magno
Deputado a Assembleia da República portuguesa pela emigração pelo círculo de fora da Europa




