
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) defendeu a regulamentação do uso de inteligência artificial no jornalismo. Isso ocorreu após a publicação de uma reportagem sobre saúde no site Giro 10, hospedado no Portal Terra. A reportagem utilizou entrevistas simuladas atribuídas a especialistas fictícios.
Segundo a entidade, a matéria informava ter sido produzida com auxílio de inteligência artificial e apresentava declarações atribuídas a personagens inexistentes, identificados como um nutricionista e uma gastroenterologista. Para a Fenaj, a utilização da linguagem jornalística para atribuir credibilidade a fontes inexistentes compromete princípios essenciais da atividade.
A federação afirma que o episódio não é isolado. Ela cita como precedente a retirada, em 2024, de centenas de textos do site Bebê, da Editora Abril. Essa retirada ocorreu após denúncias de que parte do conteúdo era atribuída a uma jornalista fictícia e continha trechos copiados de outros veículos.
Na avaliação da entidade, casos como responsabilidade editorial e transparência na produção de conteúdo jornalístico. A Fenaj sustenta que a ausência de regulamentação coloca em risco a credibilidade da informação, a verificação independente dos fatos e a responsabilidade social do jornalismo. ■






