
Pedro Rupio, membro da Comissão Nacional do Partido Socialista (PS), defendeu na reunião do órgão nacional do PS, realizada a 19 de abril, no seguimento do XXV Congresso do partido, a criação de uma Federação da Europa, apelando a uma organização mais forte das secções e núcleos socialistas no estrangeiro e a uma maior proximidade entre a direção nacional e os militantes da diáspora.
Na sua intervenção perante a Comissão Nacional, o dirigente começou por sublinhar o valor simbólico e político da emigração portuguesa, afirmando que “onde está um português, está Portugal” e acrescentando que “onde está um socialista português, também deve estar um Partido Socialista forte e organizado”.
Pedro Rupio explicou que a proposta não visa alterar o modelo federativo existente em território nacional, mas antes garantir igualdade de tratamento às estruturas europeias do partido.
“Não para acabarmos com as federações existentes em Portugal, mas para dar às estruturas do PS na Europa aquilo que já existe em Portugal: organização, proximidade e capacidade de influência”, sustentou.
Neste sentido, a iniciativa prevê a criação de uma estrutura federativa que reúna as organizações socialistas atualmente presentes em sete países europeus, integrando também futuras secções e núcleos que venham a ser constituídos no âmbito do Departamento das Comunidades.
Na sua intervenção, o responsável saudou igualmente a formalização desse Departamento como estrutura permanente do partido, considerando tratar-se de “um passo importante”, mas defendeu que o processo de valorização política da diáspora deve ir mais longe.
Segundo afirmou, a futura Federação da Europa responderia à necessidade de reforçar a ligação entre estruturas dispersas, melhorar a coordenação interna e assegurar uma representação política mais consistente junto da liderança socialista.
O socialista destacou também a dimensão já alcançada pelo movimento de apoio à proposta, referindo envolver “mais de duas centenas de militantes”, distribuídos por 16 secções e núcleos europeus, que reclamam “mais contacto, melhor organização e maior relevância política”.
O dirigente procurou ainda afastar a ideia de improvisação, lembrando que o projeto tem vindo a ser preparado “com seriedade e rigor”, incluindo a realização, no ano passado, de uma conferência dedicada especificamente à criação desta Federação por parte do Partido Socialista.
“Temos um manifesto. Temos uma proposta de regulamento interno. E temos, acima de tudo, vontade política”, afirmou Pedro Rupio, apontando como prioridades o reforço da presença socialista na Europa, a dinamização das estruturas partidárias no estrangeiro e o combate ao crescimento da extrema-direita entre comunidades portuguesas emigrantes.
Na reta final da intervenção, Pedro Rupio apelou à mobilização interna em torno da proposta, convidando “todas as camaradas e todos os camaradas” a juntarem-se ao processo de construção de uma nova estrutura europeia do PS, destinada a reforçar o peso político da diáspora portuguesa no espaço europeu. ■




