Brasil: Afonso Borges vence “Prémio Faz Diferença 2025” na categoria Livros e celebra quatro décadas de promoção da literatura brasileira

Criador do projeto “Sempre Um Papo”, o gestor cultural mineiro foi distinguido pelo percurso de quase 40 anos dedicado à valorização de autores brasileiros, à democratização do acesso ao livro e à criação de alguns dos mais relevantes festivais literários do país

21
Afonso Borges, gestor cultural, escritor, jornalista e empresário brasileiro. Foto: divulgação
- Publicidade -

Afonso Borges, gestor cultural, escritor, jornalista e empresário brasileiro natural de Minas Gerais, foi distinguido com o “Prémio Faz Diferença 2025” na categoria Livros, um reconhecimento do jornal “O Globo” que destaca quase quatro décadas de trabalho contínuo na promoção da literatura, da leitura e da valorização dos autores de língua portuguesa e da cena editorial internacional no Brasil.

Ao reagir à distinção, o fundador do projeto “Sempre Um Papo” assumiu que esta distinção o levou a revisitar toda a dimensão de um percurso “em boa companhia” iniciado em 1986 e marcado por milhares de encontros entre escritores e leitores em diferentes geografias brasileiras: “Tudo que eu fiz na vida, até hoje, foi isso: ouvir, divulgar e tornar visível o autor brasileiro”, afirmou Afonso Borges

“Ganhar este prémio, para mim, foi isso: legado”, acrescentou.

Criado de forma informal num bar de Belo Horizonte, em Minas Gerais, o “Sempre Um Papo” transformou-se, ao longo dos últimos 39 anos, numa das mais relevantes plataformas de divulgação literária do Brasil, tendo promovido mais de oito mil eventos e recebido algumas das maiores referências da literatura mundial, entre elas José Saramago, Toni Morrison e Mario Vargas Llosa.

De igual modo, o canal de YouTube do “Sempre um Papo” contém mais de 1.800 vídeos de uma hora cada e regista quase 9 milhões de visualizações.

Ao recordar a génese do projeto, Afonso Borges sublinhou que, desde o primeiro momento, a missão sempre passou pela profissionalização dos eventos literários e pela valorização concreta dos autores: “Desde 1986, foi assim. Autores conversando com público, sob minha mediação. Público que se tornou leitor, e que passou a gostar mais de livros”, afirmou. 

“Até hoje, esta luta é a mesma: valorizar o autor nacional através da profissionalização do evento literário”, concluiu o vencedor, que atualmente lidera ainda iniciativas como a Festa Literária de Araxá, a Fliparacatu, a Flitabira e a Flipetrópolis, consolidando-se como uma das figuras mais influentes da mediação cultural e literária no Brasil contemporâneo.

- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.