
A Casa de Macau do Rio de Janeiro (CMRJ) foi distinguida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro com uma “Moção de Louvor e Reconhecimento”, aprovada por proposta do vereador Rafael Aloísio Freitas, no âmbito das comemorações do 35.º aniversário da instituição, assinalado no passado dia 28 de junho.
A homenagem, aprovada em plenário a 25 de junho, reconhece o percurso desenvolvido pela associação desde a sua fundação e destaca o papel que tem desempenhado na preservação da identidade macaense e na valorização do património cultural da comunidade luso-asiática no Brasil.
Logo na abertura da moção, a Câmara Municipal enaltece o trabalho desenvolvido pela associação na promoção da cultura macaense, referindo que a Casa de Macau do Rio de Janeiro “atua, com inestimável dedicação, como guardiã e difusora da rica herança luso-asiática da comunidade macaense em solo brasileiro”.
Ao recordar a origem da instituição, a Câmara Municipal destaca a missão que presidiu à sua criação e o papel que tem desempenhado ao longo dos anos junto da comunidade.
Nesse sentido, a moção refere que a associação foi “fundada com o propósito de manter viva a chama das tradições de Macau, essa pérola do extremo Oriente que por séculos foi ponto de encontro entre o Ocidente e o Oriente”, acrescentando que a Casa de Macau do Rio de Janeiro “tornou-se, ao longo dos anos, um verdadeiro lar cultural para todos aqueles que desejam conhecer, celebrar e preservar os costumes, a culinária e a história de um povo único”.
O reconhecimento aprovado pela autarquia carioca destaca também a dimensão social e cultural da instituição, salientando o seu contributo para a preservação das tradições macaenses e para o reforço das ligações entre diferentes comunidades.
A este propósito, a Câmara Municipal considera que a Casa de Macau “cumpre um papel de relevância social e histórica”, mantendo “viva a língua, a fé, a gastronomia, os jogos, as danças e as canções que compõem a identidade macaense”, ao mesmo tempo que “promove a integração entre gerações e seus descendentes, fortalecendo os laços de amizade entre o Brasil e a herança cultural de Macau”.
A moção presta ainda homenagem às pessoas que, de forma voluntária, têm assegurado o funcionamento da associação ao longo destes 35 anos.
Reconhecendo esse empenho coletivo, o documento sublinha que a distinção constitui “uma justa homenagem a todos os seus dirigentes, colaboradores e frequentadores que, com generosidade e amor, mantêm acesa uma das mais belas tradições da nossa diversidade cultural”.
Na parte final, a Câmara Municipal manifesta o desejo de que esta homenagem represente também um incentivo para a continuidade da missão da instituição.
“Que este reconhecimento sirva não apenas como registo de gratidão, mas como estímulo para que a Casa de Macau continue, por muitos e muitos anos, sendo esse ponto de encontro de culturas, sabores e afetos, promovendo a paz, a memória e a alegria de ser macaense no Rio de Janeiro”, conclui o documento.
A distinção foi entregue durante as comemorações do 35.º aniversário da Casa de Macau do Rio de Janeiro, cerimónia, realizada no dia 28 de junho, que reuniu associados, dirigentes e convidados, assinalando mais de três décadas de atividade dedicadas à preservação da cultura macaense e ao reforço das relações históricas entre Macau, Portugal e Brasil. ■






