A constituição de um comité para estruturar a Federação das Associações Luso-Brasileiras é uma das principais propostas da “Carta de Minas 2026”, apresentada no âmbito do segundo Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro, entre 25 e 27 de março, em Ouro Preto, no estado brasileiro de Minas Gerais. Um evento organizado pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais e que reuniu representantes institucionais, lideranças associativas e autoridades políticas e diplomáticas de Portugal e do Brasil.
O comité responsável pela futura Federação será composto por José Manuel Vieira Fernandes Leitão Diogo, Ana Cristina da Silva Calvinho Elias, Franhklin Athos de Sá Pereira, Maria Vieira Sardinha Gonçalves e Estefânia Carla Meireles, tendo como missão “criar estruturas de governança, definir estatutos, articular políticas e promover uma atuação conjunta das associações luso-brasileiras”.
A proposta visa “garantir que a Federação funcione como um elo central de coordenação, promovendo integração, troca de experiências e cooperação estratégica entre os diversos organismos da diáspora”.
Segundo Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil – Minas Gerais, “a Carta representa uma mudança de patamar”, pois “saímos de iniciativas pontuais para um modelo estruturado, com continuidade, governança e capacidade real de gerar impacto económico e institucional entre Brasil e Portugal”.
Este responsável acrescentou que, com esta iniciativa, “o associativismo luso-brasileiro reforça o seu papel como plataforma de integração, cooperação e desenvolvimento, apontando para a construção de uma agenda comum mais coesa e sustentável”.
De acordo com a “Carta de Minas 2026”, o comité terá a responsabilidade de “delinear mecanismos permanentes de acompanhamento e avaliação, assegurando que a Federação não se limite a iniciativas pontuais, mas se consolide como uma entidade estruturada e duradoura, capaz de representar de forma efetiva as associações em fóruns nacionais e internacionais”.
Neste sentido, a Federação deverá “fomentar a participação ativa das associações em projetos de educação, mobilidade académica, empreendedorismo, inclusão social e sustentabilidade, reforçando simultaneamente a identidade cultural e histórica da comunidade luso-brasileira e promovendo melhor articulação com órgãos públicos, instituições diplomáticas e câmaras de comércio entre Brasil e Portugal”. ■





