Portugal envia ajuda humanitária para a Venezuela e inicia nova fase de resposta após os sismos

Governo português reforça o apoio às populações afetadas pela emergência sísmica através do envio de ajuda humanitária, da mobilização de financiamento adicional para organizações no terreno e da deslocação do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas a Caracas, assinalando a transição da fase de busca e salvamento para uma intervenção centrada na assistência às vítimas

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Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, está na Venezuela para manter contactos políticos e reunir-se com representantes da comunidade portuguesa residente no país. Foto: divulgação/Redes Sociais Emídio Sousa
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O Governo de Portugal, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, anunciou ontem, dia 7 de julho, o envio de um novo pacote de ajuda humanitária para a Venezuela, marcando a passagem da resposta portuguesa à emergência provocada pelos recentes sismos para uma fase de intervenção humanitária. 

A operação inclui o transporte de material essencial, o regresso da Força Operacional Nacional Conjunta (FOCON) e a deslocação do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, a Caracas para contactos políticos e encontros com a comunidade portuguesa.

Segundo o comunicado enviado à imprensa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, ao qual a Agência Incomparáveis teve acesso, depois de ter ativado a Força Operacional Nacional Conjunta para apoiar as operações de busca, salvamento e primeiros socorros na sequência dos sismos que atingiram a Venezuela, Portugal concluiu a preparação de um significativo pacote de assistência humanitária destinado às populações afetadas, dando agora início a uma nova fase da resposta portuguesa centrada no apoio direto às vítimas.

A ajuda enviada inclui 12 toneladas de material de higiene, abrigo, conforto e saneamento, bem como donativos da Cruz Vermelha Portuguesa, entre os quais duas ambulâncias totalmente equipadas, preparadas para funcionar como unidades móveis de saúde. A operação contempla também o envio de 1,5 toneladas de ferramentas e equipamentos disponibilizados pela Marinha Portuguesa, destinados a apoiar os trabalhos de remoção de escombros nas zonas mais afetadas.

Todo o material está a ser transportado ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, através de dois voos da Força Aérea Portuguesa que partiram do Aeródromo de Trânsito n.º 1, na Portela, com destino a Caracas, onde deverão chegar hoje, 8 de julho. As mesmas aeronaves asseguram o regresso dos operacionais da Força Operacional Nacional Conjunta (FOCON) que participaram na missão inicial de resposta à emergência.

De igual modo, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, integra esta missão oficial, encontrando-se de deslocação à capital venezuelana para manter contactos políticos e reunir-se com representantes da comunidade portuguesa residente no país. Durante a visita, o governante deverá também prestar declarações à comunicação social.

Paralelamente à ajuda material, o Governo português anunciou o reforço da componente financeira da resposta humanitária através da ativação do Instrumento de Resposta Rápida, gerido pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que disponibilizou um apoio adicional de 400 mil euros para financiar dois projetos de emergência promovidos pela Cáritas e pela Oikos, desenvolvidos em estreita articulação com parceiros locais e destinados a garantir o acesso das populações afetadas a bens essenciais e serviços de apoio.

O comunicado informa ainda que a Cruz Vermelha Portuguesa lançou uma campanha nacional de angariação de donativos para reforçar a capacidade de resposta no terreno, apelando à solidariedade de cidadãos, empresas e organizações. A campanha encontra-se disponível através da plataforma oficial da instituição e visa apoiar diretamente as vítimas da catástrofe.

No final do documento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros frisa que Portugal continuará a acompanhar a evolução da situação na Venezuela e reafirma a disponibilidade para manter o apoio necessário, em coordenação com as autoridades venezuelanas, as organizações internacionais e os restantes parceiros envolvidos nas operações de assistência humanitária.

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