Rio de Janeiro: TAP Air Portugal junta-se ao festival “Remexe Rio” como copatrocinadora e reforça aposta na promoção da língua portuguesa

Companhia aérea portuguesa passa a associar-se ao festival cultural realizado no Rio de Janeiro, reforçando o apoio a um projeto que promove a língua portuguesa, o diálogo entre os países lusófonos e a valorização da cultura comum através da música, da literatura, da gastronomia e das artes performativas

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Primeira edição do “Remexe Rio” realizou-se entre 22 e 24 de maio no centro histórico do Rio de Janeiro, com entrada gratuita. Foto: divulgação/Redes Sociais “Remexe Rio”
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A TAP Air Portugal, companhia aérea que mais voa entre Brasil e Portugal, anunciou que passa a ser copatrocinadora do “Remexe Rio”, um festival cultural, no Rio de Janeiro, dedicado à promoção da língua portuguesa enquanto espaço comum de criação, encontro e diversidade cultural, reunindo artistas, escritores, investigadores e criadores oriundos de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde e outros países da lusofonia.

Esta decisão reforça a ligação da transportadora aérea a um evento que reúne artistas e criadores de vários países lusófonos e que, em maio deste ano, estreou uma nova identidade depois de suceder ao antigo “Fado em Cidades Históricas”.

A transportadora recorreu às redes sociais para realçar que a ligação entre Portugal e o Brasil faz parte da sua própria identidade, frisando que o apoio ao festival prolonga esse papel de aproximação entre culturas.

“Há décadas conectando Brasil, Portugal e Europa, a TAP apoia experiências que aproximam histórias, pessoas e culturas, valores que também fazem parte da essência do ‘Remexe Rio’”, salientou a companhia.

Primeira edição reuniu música, literatura, gastronomia e cultura lusófona

A primeira edição do “Remexe Rio” realizou-se entre os dias 22 e 24 de maio, ocupando o Paço Imperial e a Praça XV, no centro histórico do Rio de Janeiro, com entrada gratuita.

Idealizado pela empresária Connie Lopes, responsável também pelo festival “Back2Black”, o evento nasceu como um “manifesto da língua portuguesa”, propondo uma reflexão sobre a história comum dos países lusófonos através da música, literatura, dança, artes visuais, gastronomia e debates.

Ao justificar a criação do “Remexe Rio”, Connie Lopes afirmou que a escolha da Praça XV tinha um forte simbolismo histórico, por ter sido ponto de chegada da corte portuguesa e de africanos escravizados, defendendo que o festival pretende “mexer e remexer” nessa história através de uma perspetiva decolonial e do diálogo entre diferentes culturas que partilham a língua portuguesa.

A programação da estreia do certame contou com concertos de Adriana Calcanhotto, Alice Caymmi, Zeca Baleiro, da fadista portuguesa Bia Caboz, da cantora moçambicana Lenna Bahule, do coletivo Rua das Pretas, do grupo Tocaia, de Trinka, além de apresentações de jongo, maracatu, capoeira e saraus de poesia decolonial.

No domínio literário, um dos momentos centrais foi a conversa “As Aventuras das Línguas Portuguesas”, que reuniu o escritor angolano José Eduardo Agualusa e o linguista português Marco Neves. 

Agualusa defendeu que a língua portuguesa se foi transformando ao longo dos séculos através do contacto com outras culturas e idiomas, considerando que talvez seja tempo de pensar numa designação que reflita melhor a sua realidade atual enquanto “território de encontros e de afetos”.

O festival integrou ainda debates sobre património, tecnologia, história, literatura e identidade, visitas guiadas pelo centro histórico do Rio de Janeiro, experiências gastronómicas, cooking shows e uma feira permanente de artes e gastronomia.

Com a entrada da TAP Air Portugal como copatrocinadora, o festival reforça agora o seu posicionamento internacional e consolida a aproximação entre cultura, turismo e mobilidade no espaço lusófono. 

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