Goiás: ACIEG integra “Rede Blockchain Brasil” e prepara plataforma pioneira para rastreabilidade e certificação empresarial

Entrada na infraestrutura nacional criada pelo BNDES e Tribunal de Contas da União coloca a entidade goiana entre os participantes da governança da rede e abre caminho à implementação de soluções digitais destinadas a reforçar a transparência, a conformidade e a competitividade das empresas brasileiras nos mercados internacionais

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Rubens Fileti, presidente da ACIEG. Foto: divulgação/ACIEG
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A Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (ACIEG), uma das principais entidades representativas do setor produtivo goiano e atualmente presidida por Rubens Fileti, foi aprovada para integrar a Rede Blockchain Brasil (RBB), infraestrutura público-permissionada desenvolvida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A adesão surge em simultâneo com o desenvolvimento de um projeto inédito no país destinado a disponibilizar aplicações empresariais baseadas em tecnologia blockchain para certificação, validação documental, rastreabilidade e comprovação de origem de produtos.

Segundo apurámos, ao ingressar na rede na categoria de partícipe-associado, a ACIEG passa a integrar a estrutura de governação da plataforma, participando nos processos de decisão relacionados com a admissão de novos membros, definição de regras operacionais e evolução do ecossistema tecnológico. 

Embora a rede possua uma componente pública de consulta, apenas entidades autorizadas podem operar diretamente a infraestrutura e desenvolver aplicações sobre a mesma.

A integração permitirá à entidade “implementar um conjunto de ferramentas destinadas a responder às novas exigências dos mercados internacionais, sobretudo em áreas ligadas à transparência das cadeias de abastecimento, conformidade regulatória e certificação digital”. Entre as funcionalidades previstas encontram-se mecanismos para rastreabilidade de commodities, certificação digital verificável, autenticação documental, comprovação de origem e criação de infraestruturas de confiança aplicadas ao comércio internacional. 

O objetivo passa por “apoiar as empresas brasileiras na adaptação a novas exigências globais, incluindo regulamentos internacionais relacionados com sustentabilidade, origem dos produtos e responsabilidade ambiental”.

Uma das aplicações previstas incidirá sobre o selo “Feito em Goiás”, permitindo documentar digitalmente toda a cadeia de custódia dos produtos. A solução poderá ser utilizada por setores tão distintos como o agronegócio, a indústria transformadora ou o artesanato, assegurando maior transparência sobre a proveniência dos bens e os processos envolvidos na sua produção.

O projeto foi concebido como um ecossistema colaborativo destinado a ligar associações empresariais, federações e empresas de diferentes regiões do Brasil, promovendo a adoção de padrões tecnológicos comuns e reforçando a confiança nas relações comerciais.

A iniciativa contou com apoio institucional da FACIEST e foi apresentada publicamente durante a FICOMEX 2026, realizada entre maio e junho, em Lisboa, naquela que constituiu a primeira edição internacional da “maior feira brasileira dedicada ao comércio externo”.

“Além de ter sido anunciada na abertura da “FICOMEX 2026”, a novidade foi detalhada no segundo dia de evento pelo head de Inovação da ACIEG, Renan Santana. O tema fez parte da apresentação “Conectando estratégia, tecnologia e inovação para geração de valor e crescimento internacional”, como parte da programação da Feira.

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