
Foi no palco do Teatro Bocage, em Lisboa, que a terapeuta brasileira Andrea Francomano levou a público, no dia 12 de maio, a última apresentação do monólogo “Voz às Consciências” em Portugal, uma iniciativa que leva o mesmo nome da digressão que passou pela primeira vez por solo europeu. Este momento atraiu um público classificado por Andrea como “atento, sensível, carinhoso e profundamente presente”, esgotando o espaço.
“Portugal abriu-nos os braços desde o primeiro instante dessa jornada, mas Lisboa teve algo de despedida emocionada, dessas que permanecem vibrando dentro da alma mesmo depois que as luzes se apagam. Durante a apresentação, o público não apenas assistiu, participou, riu, se emocionou, interagiu, respirou connosco cada mudança de consciência no palco”, frisou Andrea Francomano, recordando a fala de uma das “personagens”, Helena: “Aplausos para o espetáculo da vida”.
E talvez esta frase explique muito do que acontece em “Voz às Consciências”. Um espetáculo sem roteiro completamente fechado e em que cada apresentação nasce do encontro entre as consciências e a plateia.
“O conteúdo move-se, se molda e se reorganiza de acordo com o que vibra naquele teatro, naquele instante, com aquelas pessoas. Ninguém sai como entrou. Senhor Porteira, com a sua irreverência viva, trouxe à luz sombras, incoerências e verdades que muitos evitam olhar, mas fez isso arrancando gargalhadas e reconhecimento sincero do público. Helena provocou reflexões profundas sobre a nossa existência entre espírito e matéria, sobre as Leis Universais, sobre a busca humana por retornar ao Uno, à Fonte emanadora de toda consciência. E, então, veio Vó Maria, que, com a sua presença amorosa, trouxe lágrimas, silêncio e emoção. Falou com o coração para os corações, daquele lugar raro de quem compreende a dor humana sem julgamento, apenas com verdade e acolhimento”, explicou Andrea, que sublinhou ter sido “impossível não se emocionar”.
Presente entre os espetadores estava Ruth Collaço, escritora, que valorizou cada momento na capital portuguesa ao assistir ao espetáculo.
“Batiam 19 horas, apagaram-se as luzes da sala e no palco uma cadeira. Vazia. Entrei na sala à espera de uma peça, mas o que encontrei foi um espelho aceso: Andrea Francomano conduziu‑nos por dentro da consciência e da responsabilidade espiritual como quem abre uma porta antiga que sempre esteve ali. Falou dos padrões repetitivos e dos “programas invisíveis” que nos movem sem que percebamos, e de como o acesso ao campo energético exige método, proteção e uma ética interior que não se improvisa.”, relatou.
Ruth continuou: “A certa altura, já não era espetáculo, era revelação. Cada palavra parecia deslocar camadas, iluminar perguntas que eu trazia caladas, devolver‑me a mim mesma com mais nitidez. E, no final, percebi que o que ela realmente faz é formar líderes da Nova Era: não pela exaltação, mas pela lucidez; não pelo misticismo fácil, mas pela coragem de olhar para dentro e assumir o próprio caminho”.

Por sua vez, Ana Correia, presidente da Câmara de Comércio da Região das Beiras, com sede em Vale de Prazeres, Fundão, Interior de Portugal, também esteve presente para viver novas experiências.
“Senti que não era apenas teatro, era uma intervenção ética. Eu, não conhecendo profundamente a Andrea, acho que ela utilizou a cena para transformar o silêncio e a indiferença numa reflexão ativa. Creio que a ideia de que a arte deve servir como despertador interno, e despertou, confrontando o público com a sua própria humanidade e responsabilidade social, foi forte. Senti também que houve ali um desapego e um convite para que as pessoas desapegassem das máscaras cotidianas”, realçou Ana.

“Acredito que foi mesmo um momento em que a barreira entre o palco e a plateia desapareceu, restando apenas uma humanidade partilhada que a Andrea conseguiu transmitir, pelo menos a mim. Só me resta realmente dar os parabéns à Andrea, mas também fazer uma provocação: Por que não levar a voz, esta voz das consciências às Beiras? Por que não expandir este projeto para a Região Centro de Portugal? Acho que iria representar um ato de resiliência e resistência cultural, mas também provar que o debate existencial e a arte de vanguarda não pertencem apenas a Lisboa, Porto, onde já foram feitos estes espetáculos, ou às grandes metrópoles. Penso que, nas beiras, a voz da consciência iria ganhar raízes, pois, ligando-se a temas como a desertificação, a solidão e a resiliência das gentes das Beiras, poderia marcar essas mesmas pessoas das Beiras”, destacou Ana Correia.
Formação Internacional promoveu mudanças
Andrea Francomano comentou à nossa reportagem que, além da “Voz às Consciências”, o público português teve contacto com a Formação Internacional da “Mesa Radiónica ACESSUS”, realizada durante os dias 9 e 10 de maio na Costa da Caparica, “um marco profundamente especial dessa jornada”.
“Foram dias de muito aprendizagem técnica, aprofundamento terapêutico e, acima de tudo, reencontro de almas comprometidas com algo maior do que apenas uma profissão. Estamos formando terapeutas para a Nova Era. A era do NÓS. Uma era em que o ser humano já não adoece apenas no corpo, mas nos sentimentos, nos vínculos, nas emoções, na desconexão de si mesmo e da própria vida”, disse Andrea, celebrando o facto de que “Portugal agora conta com um grupo de profissionais preparados para atuar com a “Mesa Radiónica ACESSUS”, uma ferramenta terapêutica voltada ao desbloqueio energético e ao equilíbrio de campos ligados às áreas emocional, profissional, material e, até mesmo, questões de saúde que muitas vezes não encontram explicação objetiva”.
“O mais bonito foi perceber de onde essas almas vieram. Recebemos alunos do Porto, Setúbal, Lisboa, Algarve, Espinho, Lourinhã, Braga, entre outras regiões, todos reunidos pela mesma intenção: crescer, expandir consciência e levar transformação para outras pessoas”, frisou, revelando que, “nos intervalos das sessões, pude ouvir histórias profundas, conhecer trajetórias de coragem, dor, superação e busca espiritual verdadeira”.

“E talvez seja exatamente isso que torna as nossas formações tão diferentes. Nós não formamos apenas operadores, construímos comunidade, uma comunidade real, viva, presente. Fortalecemos uns aos outros, criamos pontes, apoiamos o crescimento coletivo, celebramos as conquistas de cada integrante como parte da expansão de todos. No final, o que existe é muito maior do que um curso ou um espetáculo. Somos uma família espalhada pelo mundo. Portugal surpreendeu-me de muitas formas. As suas cores, histórias, arquitetura, comida e o céu. Mas o que levarei de mais precioso desta terra é a sua gente. Fui recebida como irmã vinda de longe. Com respeito, afeto, escuta verdadeira. E isso não se esquece. Agora, voltamos ao Brasil, mas já estamos planeando retornar. E, da próxima vez, quero trazer comigo o meu livro, que está em fase final de edição, para lançá-lo em Portugal, que agora também mora em mim”, finalizou Andrea Francomano.
Agenda intensa na Europa
A interação de Andrea Francomano com o público português iniciou presencialmente dia 18 de abril, após uma série de compromissos profissionais, incluindo atendimentos e formações, no Brasil, onde desenvolveu a 13.ª turma do método “Apometria Sistémica”, com 115 participantes. Nessa data, integrou o programa do Congresso Internacional Metamorfose da Alma, entre 18 e 19 de abril, no Seminário Torre d’Aguilha, em Lisboa, numa iniciativa organizada por Tati Pinheiro, centrada em práticas de desenvolvimento humano e autoconhecimento.

Em seguida, a agenda incluiu palestras, formações e a apresentação do monólogo “Voz às Consciências”, com sessões no Porto e em Lisboa.
Andrea Francomano é conhecida do público brasileiro e português através das atividades e atendimentos que realiza on-line. ■




