Em Portugal, há sinais muito positivos: a participação na educação desde os 3 anos está nos 88,7%, muito acima de outros contextos internacionais.
Mas há também um sinal de alerta: no Estudo PISA já em 2022, 18,8% dos alunos ficaram entre os desempenhos mais baixos em leitura, e a OCDE indica ainda que 46% dos adultos entre os 25 e os 64 anos têm competências de literacia no nível 1 ou abaixo.
No Brasil, o avanço é claro na escolarização: em 2024, 93,4% das crianças entre os 4 e os 5 anos estavam na escola, e entre os 6 e os 14 anos a frequência chegou a 99,5%.
Mas o desafio permanece na primeira infância: até aos 3 anos, a cobertura da creche era de apenas 39,8%, mostrando que ainda há muito caminho a fazer para consolidar bases mais fortes. Mas ainda há muito a fazer sobre a qualidade da escola pública.
Em Angola, o cenário revela escala e urgência: a UNESCO assinala que a literacia continua a ser uma prioridade, e o país ainda enfrenta desafios importantes no acesso consistente a aprendizagens de base.
Em Moçambique, a UNESCO continua a apoiar ações de literacia e aprendizagem ao longo da vida, sinal de que o reforço das competências fundamentais segue como necessidade estrutural.
Em Cabo Verde, há progresso e compromisso com a universalização da educação pré-escolar, mas a própria UNESCO sublinha a importância de reforçar a qualidade, a equidade entre ilhas e a transição para o ensino básico.
É precisamente aqui que a Hope Seed Edutainment faz sentido e ganha relevância: transformar o tempo de ecrã em aprendizagem com valores, leitura, cultura e desenvolvimento integral, apoiando crianças, pais e educadores em todo o universo lusófono.
Num espaço tão rico em língua, história e identidade, precisamos de soluções que não só informem — mas que formem, inspirem e criem impacto real desde a infância. ■
Pedro Ramos
CEO Rharo by Group Talent & Dale Carnegie Portugal





