
O oncologista clínico e professor de Oncologia da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), em Mogi das Cruzes, São Paulo, Brasil, Fernando Campos, avaliou como “relevante” o avanço obtido com o “daraxonrasib”. Este especialista fez essa avaliação após a divulgação dos resultados de um estudo com o medicamento oral para o cancro de pâncreas metastático. Segundo ele, os dados indicam aumento da sobrevida dos pacientes e podem abrir novas perspetivas para o tratamento da doença.
De acordo com Campos, a sobrevida mediana observada no estudo passou de sete meses com quimioterapia para 13 meses com o uso do medicamento. O especialista destacou que o resultado é “significativo” em uma doença considerada uma das mais agressivas do aparelho digestivo.
O “daraxonrasib” atua como terapia-alvo, buscando interferir em alterações moleculares importantes para o crescimento do tumor. Diferentemente da quimioterapia convencional, que também afeta células saudáveis de rápida divisão, o tratamento tem ação mais direcionada, embora não esteja livre de efeitos adversos.
Para este oncologista, o medicamento pode representar uma “alternativa para pacientes que já passaram por quimioterapia e chegam fragilizados ao tratamento de segunda linha”. Ele ressaltou ainda que futuras pesquisas poderão avaliar o uso do “daraxonrasib” em fases mais precoces da doença e em combinação com outras terapias.
Campos afirmou que os resultados devem ser recebidos com cautela e destacou a importância das pesquisas clínicas para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o cancro. ■




