“Literatura deve aproximar Brasil e Portugal”, afirma empresária

Com as festas em torno do “Dia da Comunidade Luso-Brasileira”, Lucinda Marques, empresária e responsável pela editora IMEPH, destaca o papel do livro na promoção da língua portuguesa e na cooperação editorial entre os dois países

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Lucinda Marques, CEO da IMEPH. Foto: Agência Incomparáveis
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A celebração do Dia da Comunidade Luso-Brasileira, hoje, dia 22 de abril, é considerada um momento para “reforçar o papel da literatura como instrumento de ligação entre Brasil e Portugal, sobretudo, num contexto em que a língua portuguesa se afirma como eixo comum de cooperação cultural”. É esta a convicção da empresária Lucinda Marques, responsável pela Editora IMEPH, localizada no Nordeste brasileiro, e que aposta em obras na área da educação, da alfabetização e da cultura popular brasileira.

Lucinda Marques, enquadra este momento como “estratégico para consolidar projetos conjuntos no espaço lusófono, com foco na formação de leitores e na circulação de autores entre os dois países”.

“Este é um tempo de reafirmar que a língua portuguesa nos une e que a literatura é uma ponte concreta entre Brasil e Portugal, capaz de gerar conhecimento, identidade e desenvolvimento”, afirmou esta responsável, que lidera uma editora que tem desenvolvido “iniciativas voltadas para escolas e comunidades, promovendo o acesso ao livro desde a infância e incentivando a valorização da produção literária local em diálogo com o espaço internacional”.

De acordo com Lucinda Marques, a cooperação entre editoras, instituições culturais e agentes educativos dos dois lados do Atlântico tem vindo a ganhar consistência.

“A construção de projetos editoriais conjuntos entre Brasil e Portugal permite ampliar a circulação de autores e fortalecer a presença da língua portuguesa no mundo”, referiu, acrescentando que a internacionalização da literatura passa pelo reconhecimento das identidades regionais.

A participação da IMEPH em eventos literários em território português e em outros países europeus tem sido apontada como “exemplo dessa articulação”. Segundo esta empresária, que empreendeu no ramo das letras, estes espaços funcionam como “plataformas de encontro entre escritores, promovendo intercâmbio cultural e novas parcerias editoriais”.

“Somos uma só língua, com múltiplas expressões culturais, e é essa diversidade que sustenta a força da lusofonia”, declarou.

No plano estratégico, Lucinda defende que o “investimento na leitura e na educação literária constitui base para o fortalecimento da comunidade luso-brasileira”, unindo cultura e experiências.

“A literatura tem uma função social clara, que é formar cidadãos e criar pontes entre territórios, gerações e realidades distintas”, disse Lucinda Marques, que sublinhou ainda a relevância do papel feminino no setor cultural, enquadrando-o como parte do processo de transformação estrutural da área editorial.

“O empreendedorismo feminino na cultura exige coragem para transformar sensibilidade em estratégia e ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão”, afirmou.

Para Lucinda, no Dia da Comunidade Luso-Brasileira, a mensagem centra-se na continuidade do trabalho conjunto entre Brasil e Portugal, com a literatura e a língua portuguesa como elementos estruturantes dessa relação.

“A cooperação cultural é um caminho de longo prazo, que exige compromisso com a educação, com os autores e com a circulação do livro no espaço lusófono. Falamos a mesma língua, temos diversas origines culturais e devemos estar prontos a celebrar esse nosso povo, brasileiro e português, que discorre, pensa, sonha e realiza em língua portuguesa”, finalizou Lucinda Marques. ■

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